Em Belém, nesta segunda-feira (7), durante o evento Diálogos da Amazônia, que antecedeu a Cúpula da Amazônia, que iniciou (8) e segue até amanhã (9), o governador de Amapá, Clécio Luís (Solidariedade), falou sobre as expectativas junto à ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, em ganhar voz para falar em desenvolvimento da Amazônia.
Segundo ele, os anseios e a carência da região podem parecer singulares às pessoas que não moram na Amazônia.
“A verdade é que nós temos muitos ‘Brasis’ por conta das diferenças regionais. Nós também temos várias ‘Amazônias’ e várias necessidades diferentes”, destacou.
Ao se direcionar à ministra, o governador exaltou a possibilidade de ser ouvido para poder falar sobre a necessidade de investimentos e financiamentos para Amazônia.
“Quando eu falo em desenvolvimento, obviamente eu falo de forma integral, eu falo de ponto de vista ambiental, eu falo do ponto de vista econômico. Não há como falar mais na Amazônia, sem se falar no povo que aqui mora”, salientou.
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Cúpula
Começou nesta terça-feira (8) a Cúpula da Amazônia, evento que reunirá chefes de Estado de países amazônicos para discutir iniciativas para o desenvolvimento sustentável na região. Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a cidade de Belém receberá os presidentes da Bolívia, Colômbia, Guiana, do Peru e da Venezuela. Equador e Suriname, por questões internas dos dois países, enviarão representantes.
Um dos objetivos da Cúpula da Amazônia, que terminará na quarta-feira (9), é fortalecer a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), organização internacional sediada em Brasília.
Diálogos Amazônicos
A cúpula tem início após a realização dos Diálogos Amazônicos, evento que reuniu representantes de entidades, movimentos sociais, academia, centros de pesquisa e agências governamentais do Brasil e demais países amazônicos com o objetivo de formular sugestões para a reconstrução de políticas públicas sustentáveis para a região. O resultado desses debates será apresentado na forma de propostas aos chefes de Estado durante a cúpula.
A ideia é que os países acolham algumas das propostas recebidas no encontro. Mas cada um tem autonomia para acolher as sugestões que entender melhor para si. No caso do Brasil, o governo já anunciou que criará condições para a sociedade civil acompanhar o andamento das políticas públicas que forem adotadas.