A falta de diesel já é uma realidade para diversas empresas de transporte em Minas Gerais, conforme advertiu o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), como previsto. O dilema surge da incapacidade da Petrobras em atender plenamente a demanda do mercado interno, enquanto os distribuidores de combustíveis estão relutantes em importar o produto, argumentando que tal prática não é mais viável devido à recente alteração na política governamental de Paridade de Preços de Importação (PPI).
“Neste cenário atual, as distribuidoras não estão importando porque o produto está chegando muito caro aqui no mercado nacional. A diferença de preço está em torno de 80 centavos. E é por isso que está faltando produto.”, afirma Juliana Martins, diretora do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg).
Desde a mudança de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou que acabaria com a prática adotada na última gestão pela Petrobras, que repassava ao consumidor todo o reajuste do valor do petróleo no mercado internacional. Atualmente, a Petrobras segura parte do aumento.
Intervenção do estado na economia
Segundo o economista Mourão Júnior de fato a política implementada no governo Lula para os preços dos combustíveis está afetando a situação em Minas Gerais.
“É uma das situações que a gente se preocupa, essa intervenção do estado na economia, que gera o desabastecimento. Essa intervenção do estado na economia que muda as regras do jogo. Como a a Petrobras não tem como atender a demanda e a importação não ficou mais atrativa aos donos dos postos, para poder suprir a demanda, estamos vivendo está situação. O governo vai ter que realinhar isso, rever essa política. Porque o mercado é bem claro: Se não gerar lucro, não tem produção”, destacou
De acordo com relatório da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), publicado na terça-feira (8), a defasagem do diesel entre o preço praticado no Brasil e o mercado externo é de 22%.
Redação, com informações de O Tempo