A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs reenviou um pedido de informações ao Ministério das Relações Exteriores (MRE). Isso porque o Itamaraty, além de não ter encaminhado todos os documentos exigidos pela CPI, entregou aos integrantes da comissão mais de 600 páginas em inglês.
“Recusei e devolvi os documentos enviados à CPI das ONGs pelo Itamaraty”, disse o presidente do colegiado, senador Plínio Valério (PSDB-AM). “Mais de 600 páginas em inglês. Isso é um desrespeito ao Senado Federal e às investigações da comissão, um acinte e, em nome do Senado, exijo respeito.”
A CPI encaminhou um ofício, mais completo que o primeiro, para evitar margens de dúvidas, de modo a ter acesso a contratos, termos de parceria, entre outros dados, sobre a relação do MRE com ONGs estrangeiras.
Salles denuncia esquema da CPI das ONGs
O deputado federal Ricardo Salles (PL-SP), ex-ministro do Meio Ambiente (MMA), denunciou um suposto esquema que envolve ONGs, funcionários públicos e acadêmicos.
Conforme Salles, servidores simpáticos a ONGs trabalham em diferentes governos. Depois de um tempo, passam a atuar nas universidades para produzir trabalhos a favor do terceiro setor, e aqueles que estavam nas faculdades vão para o governo.
“É uma ciranda”, constatou Salles, durante depoimento na CPI das ONGs. “Uma ciranda na qual um assina cheque para o outro e legitima o discurso do colega (…) Ora atuam nos governos, ora nas universidades. Um dá dinheiro ao outro e cava oportunidade para o outro.
De acordo com Salles, quem está no governo se dedica a mandar dinheiro para a pesquisa do colega que está na academia. “O colega que está na academia produz estudos para sustentar a visão política dos que estão no governo e interesses econômicos daqueles que se dizem defensores de ‘causas relevantes’.”
Da com informações da Revista Oeste
Foto: Agência Senado