Em audiência pública na CMM, donos de flutuantes reforçam que querem a regulamentação dos empreendimentos

Donos de flutuantes do Rio Tarumã-Açu em Manaus pedem regulamentação de seus empreendimentos durante audiência pública na Câmara Municipal.
Redação O Poder
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A Câmara Municipal de Manaus realizou na tarde desta terça-feira (29) uma Audiência Pública sobre a situação dos flutuantes do Tarumã-Açu. O evento contou com a participação de vereadores, com representantes da Associação dos Flutuantes do Rio Tarumã-Açu (Afluta), Nildo Afonso, donos dos empreendimentos e trabalhadores e moradores da localidade.

Os donos de flutuantes querem a regulamentação dos seus empreendimentos. Eles dizem que não são bandidos, não são poluidores, investem em tratamento de esgoto e também geram emprego e renda para a cidade de Manaus.

Recentemente, o juiz Moacir Pereira Batista, da Vara do Meio Ambiente da Justiça do Amazonas, rejeitou 13 recursos que buscavam a anulação de uma determinação judicial que ordenou a remoção das plataformas flutuantes do Tarumã-Açu. A data limite para que a Prefeitura de Manaus notifique os proprietários e efetue a remoção das estruturas é até 31 de dezembro.

Nildo Afonso fez um apelo. “Tem sido algo massacrante, injusto, e mostrou que foi a partir de alguém, pessoas que não conhecem o nome do Tarumã. Os flutuantes não estão no Tarumã, os flutuantes ajudam diversas ações sociais, ações ambientais, as pessoas que exploram o turismo, se preocupam sempre em colocar uma estação de tratamento. Afinal, a Capitania dos Portos não vai autorizar se não tiver uma estação de tratamento. É um momento de clamor, a gente tentar sensibilizar o Judiciário. Talvez a gente seja a última geração em vida para salvar o Tarumã.”, afirma

O vereador Sassá da Construção Civil, incentiva a realização de um abaixo-assinado para pedir apoio da população à causa dos trabalhadores.

“Pegar 20 mil assinaturas e entregar para a Justiça porque vocês não são bandidos e sim trabalhadores, pais de família, é isso que nós temos que fazer.”, disse.

Próximo ao final da audiência foi exposto que os flutuantes se tratam não apenas como um lugar turístico mas também de moradia. Além disso, foi pontuado pela representante da Manauscult, Oreni Braga, algumas medidas sobre o assunto: instalação de uma balsa flutuante, para a coleta seletiva do lixo, presença preventiva ambiental, nova classificação de flutuante competente do estado, deve ser feita a assinatura do Termo de Ajuste de Conduta pelos associados do (Afluta) naquilo que for necessário de realizar as tratativas de regulamentação.”

 

Reportagem: Tatiana Nascimento
Foto: Elias Fonseca

 

 

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