Irmã do ministro de Lula é alvo de operação da PF por suposto desvio de verbas públicas

Investigação da Polícia Federal apura desvios de verbas públicas na Codevasf, envolvendo a prefeitura de Vitorino Freire (MA) e a irmã de um ministro do governo Lula.
Redação O Poder
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Uma operação da Polícia Federal (PF) contra supostos desvios de verbas federais na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) foi deflagrada nesta sexta-feira (1º) envolvendo a prefeita de Vitorino Freire (MA), Luanna Rezende, irmã do ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA). A investigação vem apurar fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na estatal. Ao todo, os policiais federais cumprem 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nas cidades maranhenses Luanna Rezende, São Luís e Bacabal.

O ministro do STF,  Roberto Barroso, autorizou a operação da PF, mas não incluiu nas buscar desta sexta-feira (1º), o ministro do presidente Luiz Inácio Lula da silva (PT), Juscelino Filho.

Em maio de 2023, o governo de Lula estudava ampliar superintendências na empresa para distribuir cargos nos escalões inferiores do Executivo e, assim, fortalecer sua base no Congresso. A estatal foi criada em 1974 para atuar no entorno do Rio São Francisco, mas, com o tempo, teve sua atuação e orçamento aumentados.

A Codevasf é uma das empresas públicas mais cobiçadas por políticos, sobretudo pelo Centrão, possuiu um orçamento de R$ 2,7 bilhões em 2022. Ela é vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e desenvolve projetos sustentáveis de irrigação das bacias hidrográficas em que atua.

A investigação da polícia possui três fases, a deflagrada nesta 6ª feira ocorreu depois do rastreamento da indicação e o desvio de emendas parlamentares destinadas à pavimentação de asfalto em municípios maranhenses. As fase das investigações foram iniciadas em 2021:

1ª fase: 20 de julho de 2022 – Operação Odoacro;

2ª fase: 5 de outubro de 2022 – Operação Odoacro 2;

3ª fase: 1º de setembro de 2023 – Operação Benesse.

A PF afirma que, se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por fraude a licitação, lavagem de capitais, organização criminosa, peculato, corrupção ativa e corrupção passiva. A corporação não divulgou o nome de todos os alvos.

Foto Internet
Com informações Poder 360

 

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