Aldo Rebelo chama COP30 de “fracasso político” e acusa governo Lula de abandonar a Amazônia

Ex-ministro Aldo Rebelo critica condução da COP30 pelo governo Lula e acusa gestão de 'abandonar a Amazônia'.
Redação O Poder
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O ex-ministro Aldo Rebelo (MDB), 69 anos, voltou a elevar o tom contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao criticar a condução da COP30, realizada em Belém (PA). Em vídeo divulgado neste sábado (15), ele classificou a conferência climática como um “fracasso político” e afirmou que o encontro não atraiu líderes internacionais de peso.

Segundo Rebelo, a COP30 foi marcada pelo esvaziamento diplomático, com ausência de representantes de países decisivos nas negociações globais sobre clima.
“Não veio o presidente dos Estados Unidos. Ele se retirou da conferência de Paris e sequer enviou um representante de baixo escalão. Também não vieram os presidentes da Rússia, do Uruguai, do Paraguai e da Argentina. Ou seja, Brics e Mercosul praticamente ignoraram o evento”, disse.

Críticas à organização e à presença do governo

O ex-ministro ironizou até mesmo um evento promovido pela primeira-dama, Janja Lula da Silva, afirmando que a recepção teve baixa adesão. “Não havia público nem para o coquetel organizado pela primeira-dama, que ainda chegou atrasada. Foi um fiasco político do início ao fim”, afirmou.

Rebelo também direcionou críticas à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e à ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara. Ele alegou que ambas participam das pautas ambientais em Brasília e São Paulo, mas deixam a Amazônia “entregue ao próprio destino”.

O ex-deputado listou uma série de desafios sociais que permanecem sem solução na região. Ele citou índices elevados de analfabetismo, mortalidade infantil, doenças infecciosas, falta de saneamento básico e problemas no acesso à energia elétrica. Para Rebelo, a marcha climática da COP30 foi uma atividade de “pouca relevância prática” frente à realidade amazônica.

As declarações reforçam a linha crítica adotada por Aldo Rebelo nas últimas semanas. Em 8 de novembro, ele já havia afirmado que ONGs exercem forte influência no Ministério do Meio Ambiente e que haveria uma “caixa-preta” dentro do Estado brasileiro, tema que motivou debates e repercussão nacional.

Trajetória política

Aldo Rebelo ocupou diversos cargos de destaque ao longo de sua carreira: foi ministro da Defesa, da Ciência e Tecnologia, do Esporte e da Secretaria de Coordenação Política, além de ter presidido a Câmara dos Deputados. Cumpriu seis mandatos consecutivos como deputado federal por São Paulo e militou por décadas no PCdoB, deixando a sigla em 2017. Desde 2024, é filiado ao MDB.

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