Nicolás Maduro voltou a endurecer o tom contra os Estados Unidos. Em discurso inflamado durante o Congresso Extraordinário do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), em Caracas, ele afirmou que o país está pronto para reagir a uma eventual invasão norte-americana.
“Estamos prontos para pegar em armas e enfrentar o invasor ianque por terra e pelo mar”, declarou, sob aplausos de milhares de apoiadores.
Discurso de soberania
O atual presidente da garantiu que os venezuelanos “jamais serão humilhados” por forças estrangeiras e reforçou que Washington subestimou a capacidade de reação do país. “Os Estados Unidos despertaram um gigante”, disse, ao defender a união nacional diante da pressão internacional.
Tensão crescente com Washington
As ameaças não são novas. O governo de Donald Trump acusa Maduro de comandar um cartel de drogas, ofereceu recompensa milionária por sua captura e enviou navios militares para o Caribe.
Em seguida, o ditador afirmou ter alistado mais de 8,2 milhões de milicianos dispostos a defender a Venezuela em “qualquer terreno”.
Preparação para o confronto
Conforme Maduro, o governo já ativou 284 pontos estratégicos espalhados pelo país e estabeleceu sete frentes de batalha para garantir a defesa da soberania. Além disso, ele também orientou seu partido a intensificar o preparo político e militar.
“Hesitação é traição. Como disse Bolívar”, concluiu, em tom de convocação.