O ex-deputado Arthur Virgílio Bisneto foi encontrado morto em sua casa, no bairro Ponta Negra, na zona oeste da capital, nesta terça-feira (28).
O ex-senador e ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto, comunicou o falecimento do filho em uma rede social.
Sem dar mais detalhes, o ex-tucano, que se recupera de uma cirurgia na coluna em São Paulo (SP), escreveu: “Meu filho Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Bisneto morreu. Vou encontrá-lo brevemente. Você pode esperar, meu filho. Sabe que não fujo dos meus compromissos!”
https://x.com/arthurvneto/status/1795513287536447579?s=46
Até o momento, a causa da morte é desconhecida.
Carreira
Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Arthur Bisneto foi vereador de Manaus, deputado estadual e deputado federal pelo estado do Amazonas.
Arthur Bisneto teve um mandato como vereador por Manaus (2000-2002) e, posteriormente, foi eleito deputado estadual pelo Amazonas por três mandatos consecutivos (2003-2014). Em 2014, foi o deputado federal mais votado do Amazonas, com 250.916 votos, a maior votação percentual de um candidato a deputado federal no Brasil (15,3%). Atuou como presidente do PSDB do Amazonas e vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado.
Em 2017, Arthur Bisneto licenciou-se do cargo de deputado federal para assumir a cadeira de secretário Municipal Chefe da Casa Civil na gestão Arthur Neto, na prefeitura de Manaus. Ele reassumiu o cargo em 20 de abril de 2018 e voltou à Casa Civil no fim do mesmo ano. Sua última eleição foi em 2018, quando concorreu ao cargo de vice-governador do Amazonas na chapa de Omar Aziz (PSD).
Na Câmara dos Deputados, foi vice-líder do Bloco da Oposição, membro titular das comissões de Minas e Energia e de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia, e suplente na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Em abril de 2017, votou a favor da Reforma Trabalhista e, em agosto de 2017, votou a favor do presidente Michel Temer no processo que poderia afastá-lo da presidência, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.
Em março de 2016, foi divulgado que Bisneto estava na lista de políticos beneficiados por financiamentos da Odebrecht. Inicialmente, pensou-se que o nome se referia a seu pai, Arthur Virgílio, mas Bisneto esclareceu que era ele o beneficiado. Ele afirmou ter recebido R$ 500 mil da Odebrecht para a campanha de 2014, valor declarado nas contas eleitorais e de conhecimento do juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato.