Manaus-AM |
Nesta terça-feira (2), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a repentina mudança da presidência da Petrobras foi “ruim” no ponto de vista econômico, mas disse também que entende a “lógica política” na decisão do presidente Jair Bolsonaro.
No dia 18 do mês passado, Bolsonaro havia criticado a alta do preço nos combustíveis e no dia seguinte anunciou a indicação do general de reserva, Joaquim Silva e Luna, para ocupar o cargo do então presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. A decisão de Bolsonaro leva em consideração o aumento excessivo no preço dos combustíveis, que só nesse ano já teve cinco reajustes.
Com essa instabilidade na estatal, de como será a nova política de valores, as ações da empresa acabaram despencando na bolsa de valores, fazendo com que o preço nos combustíveis disparasse para poder “equilibrar as contas”.

Bolsonaro visando não apenas trocar o comando a estatal, para que os valores pudessem melhorar para o bolso do brasileiro, anunciou também que iria zerar por dois meses todos os impostos federais incidentes sob o óleo diesel. O decreto que zerou a alíquota do PIS e Cofins foi publicado nesta segunda-feira (1º)
“É compreensível do ponto de vista político. Do ponto de vista econômico, o efeito foi ruim, essa foi a nossa conversa interna. O presidente sabe o que eu penso, eu sei o que o presidente pensa”, afirmou durante entrevista à rádio Jovem Pan.
Guedes disse que a troca foi uma “satisfação” aos caminhoneiros, que se queixam da alta nos preços do diesel e são “eleitores típicos”, segundo o ministro, de Bolsonaro.