Na última quarta-feira (2/9), o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) derrubou a candidatura de Wanderlan Sampaio (UB) à Prefeitura de Autazes devido a diversas acusações de desvio de verbas públicas e irregularidades administrativas. Após a decisão, surgiram denúncias de que o atual prefeito, Anderson Cavalcante, teria adotado medidas punitivas contra servidores municipais que optaram por não apoiar Sampaio.
Relatos indicam que dezenas de funcionários tiveram seus salários de setembro pagos de forma total ou parcial, enquanto outros foram deslocados para postos de trabalho na zona rural. Ao todo, cerca de 50 servidores teriam sido afetados pelas ações punitivas. Funcionários que manifestaram apoio ao candidato adversário foram demitidos antes de 6 de junho.
Uma denunciante, que preferiu permanecer anônima, declarou: “Isso está acontecendo por não apoiarmos o partido da atual administração. A maioria que mostrou apoio para outro candidato foi demitida há alguns meses e agora estão oprimindo e prejudicando quem ainda está trabalhando. É muito humilhante e desumano.” Ela também relatou ter sido transferida para a zona rural “por perseguição” e que seu salário, que deveria ter sido pago até 26 de setembro, não foi recebido.
Contrapõe-se a isso o relato de servidores que apoiam a administração, os quais afirmam receber seus salários normalmente.
Mozarina Falcão, técnica em enfermagem, comentou que, ao decidir votar na oposição, recebeu apenas metade do salário em setembro, ressaltando que o piso salarial não foi pago. Elieny Queiroz também se manifestou, dizendo que, por apoiar o candidato Thomé Neto, não recebeu seu pagamento, o que a deixou sem recursos para tratamento médico. “Trabalho doente e agora fazem isso. Acredito que seja crime”, desabafou Elieny.