Após o convite feito ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a cerimônia de posse de Donald Trump, a defesa de Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a devolução do passaporte do ex-presidente para que ele pudesse participar do evento.
Neste sábado (11), Moraes pediu que Bolsonaro apresentasse o “convite oficial” para a posse de Trump, apontando que o ex-presidente havia enviado apenas um e-mail recebido pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), vindo de um endereço eletrônico não identificado. Além disso, o ministro solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre a liberação do passaporte, mas isso só ocorreria após a validação do convite, caso todas as exigências documentais impostas por ele fossem atendidas.
Diante desse impasse, o professor e especialista em liberdade de expressão, André Marsiglia, afirmou que Moraes está em uma “encruzilhada” e provavelmente “decidirá não decidir”. Em suas redes sociais, o jurista analisou as alternativas disponíveis ao ministro e fez suas conjecturas sobre a situação.
“Não é uma viagem oficial, se Moraes devolver [o passaporte], por coerência, terá de devolver para outras viagens, outros convites, revelando que a retenção é política, não se sustenta juridicamente”, disse.
Em seguida, Marsiglia apresentou outra opção. “Se não devolver, expõe o Brasil e os abusos do STF ao comentário internacional”, escreveu.
E na terceira hipótese, Marsiglia acredita que o ministro “escolherá não escolher”. “Parece-me que escolherá não escolher. Questiona o e-mail, pede mais documentos, abre para a PGR se manifestar e, ao final, a posse terá passado, ou estará muito em cima, e sua decisão não terá efeito”. Ele concluiu dizendo que “pior que juiz que decide mal, é o que não decide”.
Veja a análise: 
Leia mais: Bolsonaro aciona STF para recuperar passaporte e comparecer à posse de Trump