A renovação das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal apresenta um interessante contraste em seus processos eleitorais. Enquanto a Câmara adota a modernidade da urna eletrônica, o Senado mantém a tradição do voto em papel.
Na Câmara dos Deputados, o processo inicia-se às 16h de sábado (1º), com sistema totalmente informatizado. Os deputados podem se candidatar individualmente ou em chapas. Para vencer no primeiro turno, é necessário conquistar maioria absoluta – 257 votos dos 513 deputados. Não atingindo esse número, os dois mais votados disputam um segundo turno, decidido por maioria simples. Em caso de empate, vence quem tiver mais mandatos na Casa.
Já no Senado, com início às 10h do mesmo dia, o processo mantém características mais tradicionais. Os candidatos registram-se por escrito e têm 15 minutos para apresentar suas propostas. A votação ocorre por cédulas de papel, com os senadores sendo chamados por ordem alfabética das unidades federativas. Para vencer, são necessários 41 votos dos 81 senadores. Se houver empate, o critério é a idade entre os que têm mais legislaturas.
Em ambas as Casas, são eleitos um presidente, dois vice-presidentes e oito membros para a Mesa Diretora (quatro secretários e quatro suplentes). Os presidentes eleitos assumem imediatamente e conduzem a escolha dos demais cargos.
A diferença nos métodos de votação reflete tanto a modernização da Câmara quanto a preservação das tradições no Senado, este último justificado também pelo menor número de votantes. Vale lembrar o episódio de 2019, quando uma irregularidade na contagem dos votos no Senado – 82 votos para 81 senadores – levou à necessidade de nova votação.
Após estas definições, as Casas iniciarão os trabalhos estabelecendo a agenda legislativa e a composição das comissões para o biênio.
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