Rodrigo Guedes denuncia assédio moral a professores da rede pública na CMM

Vereador denúncia assédio moral e político contra professores da rede pública em Manaus
Redação O Poder
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Durante o pequeno expediente desta quarta-feira (21/8), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) fez duras críticas ao que descreveu como uma prática de assédio moral e político dentro das escolas públicas municipais. Em sua fala, Guedes denunciou que professores estariam sendo pressionados a apoiar o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) e outros vereadores, inclusive com a promessa de gratificações.

“Os professores que estão apoiando o prefeito de Manaus estão ganhando uma gratificação, é porque estão sendo obrigados. Nunca na cidade de Manaus aconteceu tanto assédio moral político e eleitoral aos profissionais da educação”, afirmou o vereador, que ainda destacou que esses profissionais estão sendo forçados a participar de eventos políticos e a postar apoio em suas redes sociais.

Guedes denunciou a existência de um esquema na administração pública municipal, onde vereadores teriam controle sobre distritos escolares, indicando diretores que, por sua vez, seriam forçados a fazer campanha para seus padrinhos políticos. “Estão aparelhando a educação pública municipal. Está dividido: um vereador tem um distrito e outro vereador tem outro distrito. Ele é o dono desse distrito”, afirmou.

Segundo o parlamentar, os professores estariam “massacrados nas escolas públicas municipais” para que declarassem apoio ao prefeito e a vereadores. Guedes defendeu a criação de uma comissão para visitar as escolas e impedir que essa “pressão moral, assédio moral” continue. “Professor não é massa de manobra. Professor e profissional da educação não podem ficar com faca no pescoço, com uma arma na cabeça, sendo pressionados a postar nas redes sociais elogiando e participando de eventos”, ressaltou.

O vereador também mencionou a questão do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), sugerindo que os resultados satisfatórios de Manaus estariam sendo usados politicamente, sem que se leve em conta a verdadeira contribuição dos educadores. “Se Manaus obteve resultado satisfatório no ranking do Ideb, primeiro que teve uma estratégia. A gente precisa falar que não é culpa dos professores, mas da administração pública municipal, que tem forçado os diretores a assinarem um documento de que o índice de aprovação tem que ser 99%. Ou seja, ninguém pode reprovar”, concluiu.

Rodrigo Guedes destacou, contudo, que os méritos dos resultados no Ideb não podem ser desconsiderados: “Mas não dá para tirar o mérito dos nossos profissionais na área da educação”, finalizou.

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