Ministério Público pede remoção de publicação de Jean Wyllys por preconceito ao governador de RS

Ministério Público do RS pede remoção de publicação de Jean Wyllys por críticas ao governador Eduardo Leite.
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

PAÍS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) solicitou à Justiça a quebra de sigilo de dados de Jean Wyllys (PT) e a remoção de publicação do Twitter em que o ex-deputado federal disse que o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) era um gay “com homofobia internalizada”.

Leite acionou o MPRS na última quinta-feira (20), quando declarou ter sido vítima de “homofobia, preconceito e discriminação” por parte de Wyllis durante uma discussão nas redes sociais ocorrida na semana anterior. A requisição do governador foi atendida pelo promotor de Justiça David Medina da Silva, que entendeu que o petista ultrapassou os limites da liberdade de expressão.

Na peça publicada pelo MPRS na sexta-feira (21), é pedido que Willys seja investigado por injúria contra funcionário público e por praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. O órgão ainda solicita à Justiça que fixe multa diária de R$ 100 mil caso as medidas sejam descumpridas.

Em uma discussão no Twitter na sexta-feira (14), os dois debateram sobre a manutenção das escolas cívico-militares no Rio Grande do Sul após decisão do governo federal de acabar com o programa na esfera nacional. Criticando a postura de Leite, Wyllys tratou sobre a sexualidade do governador.

“Que governadores héteros de direita e extrema direita fizessem isso já era esperado. Mas de um gay? Se bem que gays com homofobia internalizada em geral desenvolvem libido e fetiches em relação ao autoritarismo e aos uniformes; se for branco e rico então”, comentou.

Justificando o acionamento do Ministério Público, Eduardo Leite afirmou que toleraria críticas às medidas tomadas enquanto governador, mas não as associando à sua vida privada.

“Jean Wyllys dispara também ataques a uma decisão que eu tomei como governador. Ele pode não concordar, ter outra visão, mas tenta associar essa decisão a minha orientação sexual e até a preferências sexuais. Por isso, entrei com uma representação contra ele, por um ato de preconceito, de discriminação, de homofobia”, declarou.

whatsapp image 2023 07 23 at 12.03.27

Nos bastidores em Brasília, o entrevero com o governador gaúcho pode sair caro para Wyllys. O ex-deputado era cotado para cargo na Secretaria de Comunicação (Secom) do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas o posicionamento do MPRS pode tornar-se um empecilho. Nesta semana, o ministro da Secom, Paulo Pimenta (PT), destacou que não houve promessa de cargos dentro da pasta.

Não é a primeira vez que os dois discutem sobre sexualidade. Em 2021, quando Leite se declarou bissexual publicamente, Wyllys disse que o pronunciamento foi feito de forma tardia. À época, o petista também criticou o fato do governador gaúcho ter sido um apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que coleciona declarações e posturas homofóbicas.

 

Foto Divulgação

Com informações Estado de Minas

Carregar Comentários