Durante o pronunciamento de abertura na primeira reunião ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Sila (PT) afirmou que o governo federal é composto por pessoas que pensam diferente, mas que devem se esforçar para convergir em prol do povo.
“Nós não somos um governo de pensamento único. Não somos um governo de filosofia única (…) Somos um Governo de pessoas diferentes. Precisamos fazer um esforço para que no processo de reconstrução desse país a gente pense igual”, disse.
No entanto, a ideia de “frente ampla” não se traduz na realidade. Até porque dos 37 ministros anunciados, o núcleo mais importante do governo federal é composto por homens filiados ao Partido dos Trabalhadores. Ou seja, um time de ministros cujas decisões mais importantes serão tomadas por pessoas que têm a mesma ideologia.
A contradição de Lula já chegou a ser criticada em um editorial do Estadão conteúdo. O jornal pontua, inclusive, que o time de mulheres de negros só veio na “segunda leva” de ministros anunciados, após a pressão do eleitorado. O jornal lembrou que Lula, durante a campanha, enaltecia a ele mesmo e esquecia de Dilma.
“(…) ele passou a campanha afirmando que tinha seus dois mandatos para provar seu lado mais fiscalista, ignorando solenemente Dilma, sua escolha como sucessora e candidata do PT. Criou a expectativa de um economista liberal na Fazenda, mas nomeou Haddad. Esse vem com a função de mostrar que fará uma política econômica dissociada do chefe. Terá que fazer a gente esquecer do mote de campanha de 2018: Haddad é Lula, Lula é Haddad” criticou o jornal.
Além do petista Haddad como ministro da Fazenda, Lula colocou o petista Marcadante no BNDS, e Dino que tem a mesma ideologia, por ser filiado ao Partido Socialista Brasileiro, como ministro da Justiça.