Wilson afirma que governo vai seguir ordem da Justiça para retirada de flutuantes no Tarumã

Governo do Amazonas afirma que seguirá decisão judicial para remover flutuantes no Tarumã-Açu em Manaus, buscando soluções ambientalmente responsáveis.
Redação O Poder
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Nesta terça-feira (5), o governador do Amazonas, Wilson Lima, declarou que agirá de acordo com as determinações judiciais quanto ao uso da força policial na remoção dos flutuantes do lago Tarumã-Açu, localizado na zona oeste de Manaus.

A autorização para a ação policial foi concedida pelo juiz Moacir Pereira Batista no dia 29 de fevereiro. O magistrado atendeu a uma solicitação da Prefeitura de Manaus, que alertou para possíveis riscos à segurança dos funcionários diante da resistência dos proprietários dos flutuantes.

A declaração do governador aconteceu durante a entrega de veículos e equipamentos para a Universidade Estadual do Amazonas (UEA). Na ocasião, Wilson Lima enfatizou a importância da preservação da área ocupada pelos flutuantes. Ainda assim, Lima reconheceu a presença de famílias e atividades econômicas na região, mas ressaltou a necessidade de cumprir as decisões judiciais.

Lima também destacou a urgência de implementar um plano para tratamento de esgoto e água na área afetada. Segundo ele, “é essencial avançar em soluções ambientalmente responsáveis para garantir o bem-estar da comunidade local”.

O impasse sobre os flutuantes perdura desde o dia 19 de fevereiro, quando a Prefeitura de Manaus informou à Justiça, sua incapacidade de remover os flutuantes sem a participação de órgãos estaduais, como a Polícia Militar (PMAM). Após a ação, o juiz Moacir Pereira Batista autorizou o uso da força policial, estabelecendo um prazo de dez dias para a execução da medida, sob pena de uma multa de R$ 15 milhões à prefeitura em caso de descumprimento.

Conforme a decisão judicial, o desmonte dos flutuantes será feito em etapas, começando pelos utilizados para lazer, recreação, hotelaria e garagem para barcos. A prefeitura terá a responsabilidade de destinar os bens e resíduos resultantes do desmonte de forma ambientalmente adequada ou por meio de doações.

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