Crise da água: decisão suspende decreto de Bi Garcia por possíveis irregularidades

Decisão judicial suspende decreto municipal sobre crise de abastecimento devido a possíveis irregularidades.
Redação O Poder
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O conselheiro do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), Fabian Barbosa, concedeu medida cautelar determinando ao prefeito de Parintins, Frank Luiz da Cunha Garcia, a suspensão imediata do Decreto nº 057/2024-PGMP de 15 de maio de 2024, que reconheceu a situação de emergência no sistema de abastecimento de água da cidade. A medida inclui a proibição de quaisquer novos atos relacionados ao decreto até nova decisão.

A decisão foi tomada em resposta a uma Representação feita pelo cidadão João Batista Castilho Magalhães contra a Prefeitura de Parintins. A Representação solicitava a suspensão do decreto 057/2024, alegando que o mesmo autorizava a abertura de crédito extraordinário e a dispensa de licitação de forma indevida. Segundo a denúncia, a situação de emergência declarada no município não preenchia os requisitos legais, sendo mais uma consequência da negligência da administração municipal do que uma emergência genuína.

Além disso, a denúncia apontou irregularidades na realização de obras de perfuração de poços sem autorização ou licença ambiental adequada, envolvendo uma empresa sem experiência comprovada nesse tipo de obra. O conselheiro considerou as alegações do Representante plausíveis e decidiu pela concessão da medida cautelar, suspendendo o decreto até que sejam esclarecidas as questões levantadas na Representação.

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