O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comunicou nesta segunda-feira (13) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que recebeu apenas um e-mail do cerimonial do evento, e que este seria considerado o convite oficial, após ser cobrado para apresentar um “convite formal” para de Donald Trump, nos EUA.
Bolsonaro, com o passaporte retido pela Justiça, precisa de autorização do STF para participar da posse, que ocorrerá no dia 20 de janeiro, em Washington.
A defesa do ex-presidente informou ao STF que o e-mail foi enviado por meio do “correio eletrônico oficial e meio de comunicação formal utilizado pela equipe cerimonial”. Para reforçar a argumentação, a defesa também enviou uma tradução juramentada do e-mail.
Antes de tomar uma decisão, Moraes solicitou que Bolsonaro comprove sua inclusão na lista de convidados. A defesa, que é composta por um grupo de sete advogados liderados pelos criminalistas Paulo Amador da Cunha Bueno e Celso Sanches Vilardi, afirmou ainda que Bolsonaro se comprometerá a cumprir quaisquer restrições impostas, caso a viagem seja autorizada. Isso incluiria a comunicação detalhada de sua agenda e o envio dos comprovantes de ida e retorno ao Brasil dentro do prazo determinado pelo ministro.
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