“Prefeitura matriculou comissionados sem consentimento na Manausmed”, diz Rodrigo Guedes

Vereador denuncia que prefeitura está matriculando servidores comissionados no plano de saúde Manausmed sem o devido consentimento.
Redação O Poder
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O vereador Rodrigo Guedes (PP) denunciou, em entrevista nesta segunda-feira (5), que servidores comissionados da Prefeitura de Manaus estariam sendo inscritos compulsoriamente no plano de saúde da Manausmed, sem o devido consentimento. Segundo ele, as matrículas foram feitas pela administração municipal com o objetivo de gerar receita para o sistema.

“Eles foram inscritos, matriculados pela administração sem o seu consentimento e sem o seu conhecimento, inclusive”, afirmou Guedes. “Eles matricularam automaticamente milhares de servidores para gerar receita para a Manausmed e para a entidade que administra o plano.”

O parlamentar destacou que os comissionados têm vínculo jurídico frágil com o município e, por isso, temem represálias caso denunciem publicamente a situação. “Se alguém confirma publicamente, no mesmo dia vai estar exonerado, vai estar demitido no Diário Oficial”, disse.

Guedes informou ainda que apresentará um requerimento à Prefeitura solicitando um comparativo entre os números de matrículas na Manausmed nos últimos três meses. A intenção é verificar se houve um aumento anormal nas adesões ao plano de saúde por parte de servidores comissionados.

De acordo com o vereador, a legislação obriga que o servidor manifeste interesse formal para aderir ao plano, por meio de requerimento próprio. No entanto, ele alerta que, diante do medo de perderem os cargos, os servidores podem acabar sendo forçados a assinar documentos retroativos. “Eles vão assinar porque têm medo de perder o emprego. É isso ou perder todo o salário.”

Para Guedes, a Prefeitura tentará simular que houve adesão voluntária. “A realidade é que estão tentando legalizar uma ilegalidade com papéis retroativos.”

O vereador afirmou que recebeu contracheques de alguns servidores como prova, mas preservou as identidades por receio de retaliações. “A cabeça do servidor vai estar a prêmio imediatamente”, concluiu.

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