O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), chorou nesta quinta-feira (23) ao ser homenageado pelos 16 anos de atuação na Corte. Durante a sessão plenária, o magistrado destacou o orgulho de integrar o Supremo e exaltou o papel do Judiciário na defesa da democracia e da Constituição brasileira.
“As suas palavras muito me emocionam. Aprendi na vida que não podemos deixar a emoção envelhecer. Tenho orgulho de ser juiz desta Corte constitucional e de estar ao lado de colegas que têm a estatura de serem os maiores e os melhores juristas do país”, afirmou Toffoli, em um discurso marcado pela emoção.
A homenagem foi conduzida pelo presidente do STF, Edson Fachin, que ressaltou o legado do ministro na jurisdição constitucional e seu papel em decisões consideradas históricas. “Ao longo desses anos, Vossa Excelência tem contribuído imensamente para o fortalecimento da jurisdição constitucional em nosso país, com decisões tomadas em momentos de turbulência e de risco à democracia”, declarou Fachin.
Entre os julgamentos de maior repercussão relatados por Toffoli está a ADPF 779, que proibiu o uso da tese de legítima defesa da honra em casos de feminicídio e violência contra a mulher — decisão que o ministro classificou como “odiosa, desumana e cruel”.
Durante o discurso, Toffoli também relembrou seu antecessor, o ministro Sepúlveda Pertence, e afirmou que a Constituição brasileira é a melhor do mundo. “Quero continuar honrando a Justiça, a magistratura e a nação brasileira. Tenho muito orgulho de ser um brasileiro e de ser guarda da Constituição, que é a melhor Constituição do mundo”, disse.
O ministro recebeu homenagens de diversos colegas, como Luiz Fux, André Mendonça, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Nunes Marques. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que as palavras “não seriam suficientes para enaltecer os méritos” de Toffoli.
A sessão foi marcada por discursos de reconhecimento à trajetória do ministro, que desde 2009 integra o Supremo e já ocupou a presidência da Corte.