O senador Plínio Valério (PSDB-AM) disparou duras críticas contra a gestão ambiental do Governo Federal e a Marina Silva, a quem classificou como líder de uma “seita” que impede o desenvolvimento do Amazonas. Em entrevista exclusiva ao portal O Poder, o parlamentar afirmou que o Ministério do Meio Ambiente e as ONGs são os principais entraves para a reconstrução da BR-319 e foi enfático ao declarar que não faz questão do voto de eleitores que se sentiram ofendidos pelo seu embate com a ministra.
“A gente tem que estar dia e noite falando daqueles que são responsáveis por nos tolher desse direito, que é o Ministério do Meio Ambiente, as ONGs ambientalistas e essa seita chamada Marina Silva. (…) Essa estrada tem que sair, porque é um direito. O cidadão não pode abrir mão do seu direito. (…) E aquela briga que eu tive com a Marina, quem se sente ofendido não precisa votar em mim. Quem não se sente ofendido, eu continuo com esse apoio, porque vou continuar brigando.
Para Plínio, a rodovia que liga Manaus a Porto Velho vai além da infraestrutura; é uma questão de soberania e direito. Ele aponta que sua missão em Brasília tem sido o enfrentamento direto contra o que chama de “adversários do Norte”, localizados no Sul e Sudeste do país.
PSDB e reeleição
Além do embate ambiental, Plínio detalhou sua estratégia para a reeleição. Questionado sobre o futuro político e a estrutura da sua campanha, Plínio Valério afastou a possibilidade de composições tradicionais com as máquinas estaduais.
O senador aposta no que chama de “exército invisível”, herança política de Jefferson Pérez, e na sua circulação direta entre o povo de Manaus. Ele garantiu que o PSDB caminhará sozinho no Amazonas, sem coligação com candidatos ao Governo do Estado, e confirmou seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
“O PSDB Nacional não vai lançar candidato a presidente, eu defendo lá uma aproximação com o Flávio [Bolsonaro]. Aqui, com absoluta convicção, nós não formaremos com nenhum candidato ao governo. Nós vamos caminhar sozinhos, como estamos acostumados a caminhar. E o candidato nosso, meu e daqueles que estão comigo no PSDB aqui no Amazonas, é o Flávio Bolsonaro.”
Plínio também comentou sobre o cenário de pesquisas e a concorrência com nomes como Eduardo Braga e Alberto Neto, minimizando os números atuais.
“Na eleição passada, a imprensa dava Eduardo Braga e Vanessa Grazziotin como favoritos. E eu ganhei com uma diferença de 235 mil votos para o Eduardo. Eu adoro enfrentar esse tipo de gente prepotente”, provocou.
Desenvolvimento e causas indígenas
O senador destacou que seu mandato tem focado em converter o discurso em prática através de emendas parlamentares e projetos de lei que visam a autonomia econômica, especialmente para as populações indígenas.
“Projetos para a gente colocar na prática aquilo que a Constituição garante, que é a garimpagem de cooperativa em terras indígenas. (…) Os índios não são pobres coitadinhos, eles querem o que nós queremos. Enquanto a gente não consegue cumprir a lei que dê a ele o direito de usar a sua terra, a gente vai fazendo da forma paliativa. Já destinamos 28 milhões de reais em emendas.”
Ao concluir, Plínio Valério reafirmou estar com a “consciência tranquila do dever cumprido” e pronto para o julgamento das urnas: “Uma eleição é uma oportunidade que a população tem de dar uma freada no caminhão e botar a mercadoria no local. Se eu correspondi, estou aí.”
Confira entrevista na íntegra: