O tabuleiro político para as eleições municipais e as articulações para 2026 ganharam novos contornos neste fim de semana. Em entrevista exclusiva ao portal O Poder, o governador Wilson Lima (União Brasil) foi direto ao ser questionado sobre a possibilidade de Roberto Cidade compor como vice na chapa do senador Omar Aziz (PSD).
Sem rodeios, Lima buscou marcar o território ideológico do seu grupo político: “O Omar é Lula e eu sou Bolsonaro”, afirmou o governador. A declaração curta e seca serviu para traçar uma linha divisória clara, tentando afastar rumores de uma composição “centrista” que uniria forças hoje situadas em polos opostos no cenário nacional.
O “Silêncio” de Cidade
No entanto, a postura do próprio Roberto Cidade tem sido mais cautelosa — ou estratégica. Ao ser interpelado por jornalistas neste domingo sobre o mesmo tema, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) preferiu o caminho da dúvida. Em vez de reafirmar o alinhamento exclusivo sugerido pelo governador, Cidade não negou a possibilidade de diálogo com o grupo de Omar Aziz, deixando a resposta “no ar”.
O que está em jogo?
A fala de Wilson Lima tenta blindar a imagem de seu aliado junto ao eleitorado conservador de Manaus, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro ainda mantém forte influência. Por outro lado, a recusa de Cidade em fechar portas sinaliza que o jogo das alianças para a Prefeitura e para o Governo ainda possui muitas camadas de negociação.
Resta saber se a definição de Wilson Lima é um fato consumado ou apenas uma tentativa de segurar o aliado em um campo político do qual Cidade parece não querer se tornar prisioneiro.