Advogada que pediu a suspensão Quinto Constitucional denuncia OAB-AM: ‘Silêncio ensurdecedor’

Em vídeo contundente publicado nesta terça-feira (31), Caroline Frota acusa a seccional de não defender suas prerrogativas após ser alvo de ofensas de jornalista; eleição para o TJAM segue suspensa por suspeita de irregularidades
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O embate jurídico pela vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) ganhou um novo e dramático capítulo nesta terça-feira (31/03). A advogada Caroline Frota, responsável pela ação que barrou a eleição do Quinto Constitucional da OAB-AM, publicou um vídeo em suas redes sociais denunciando a omissão da própria Ordem diante de ataques pessoais que estaria sofrendo.

No vídeo, a advogada relata ter sido alvo de ofensas por parte de um jornalista local após a decisão da Justiça Federal que suspendeu o pleito marcado para o último dia 29. Frota afirma que, embora a OAB-AM tenha o dever institucional de zelar pelas prerrogativas e pela dignidade dos advogados, a entidade se mantém em silêncio.

“Prerrogativa não tem lado”

Para Caroline, o silêncio da seccional amazonense soa como uma retaliação por ela ter questionado o edital e a isonomia do processo eleitoral.

“Fui atacada no exercício da minha profissão e por buscar o cumprimento da lei. O silêncio da OAB-AM é ensurdecedor e seletivo. Parece que a defesa das prerrogativas só funciona para os amigos da gestão”, disparou a advogada no registro.

Entenda a Suspensão

A eleição foi suspensa por decisão liminar do juiz federal Ricardo A. Campolina de Sales. No pedido, a advogada Caroline Frota apontou que a OAB-AM teria ignorado regras do próprio edital, comprometendo a isonomia entre os candidatos. Entre os pontos de maior tensão no processo, está o questionamento sobre a candidatura de Giselle Pascarelli, esposa do desembargador Flávio Pascarelli, e as denúncias de que o processo estaria sendo “atropelado” sem a devida transparência.

OAB em Silêncio

Até o fechamento desta matéria, a OAB Amazonas não havia emitido nota oficial de desagravo ou posicionamento sobre as acusações de omissão feitas pela advogada. Nos bastidores, a sensação é de que a Ordem tenta “esfriar” o tema enquanto recorre da decisão judicial para tentar retomar a votação.

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