O governador Wilson Lima oficializou a exoneração de nove integrantes do alto escalão do Governo do Amazonas, marcando o início da reorganização da base governista para as eleições de 2026. A movimentação, publicada no Diário Oficial, cumpre os prazos de desincompatibilização e sinaliza uma tentativa clara do Palácio da Compensa de converter resultados administrativos em capital político direto nas urnas.
Foco na Câmara Federal e Representatividade
Para a disputa em Brasília, o governador escalou nomes com forte apelo popular e experiência técnica. A estratégia inclui a consolidação da representatividade feminina com Joana D’arc, ex-secretária de Proteção Animal; Therezinha Ruiz, coordenadora-geral da UGP-PADEAM; e a ex-prefeita de Presidente Figueiredo, Patrícia Lopes.
O grupo ganha o reforço de peso do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Serafim Corrêa, unindo renovação e experiência na busca por cadeiras na Câmara Federal.
Renovação na Assembleia Legislativa
No âmbito estadual, as exonerações focam em gestores que estiveram à frente de entregas estruturantes e sociais. Marcellus Campêlo, coordenador executivo da UGPE e responsável por grandes obras de saneamento e urbanismo, e o ex-secretário de Segurança Pública, Marcus Vinícius, encabeçam a lista para a Assembleia Legislativa do Amazonas.
Também deixam os cargos para a disputa estadual Kely Patrícia, ex-secretária de Assistência Social; Marcel Alexandre, ex-presidente da Amazonastur; e Fábio Henrique Albuquerque, ex-diretor-presidente do Cetam.
Transferência de Capital Político
A escolha desses nomes não é aleatória. Ao lançar secretários com visibilidade em áreas como segurança, obras, social e educação profissional, Wilson Lima tenta blindar sua base legislativa com aliados de estrita confiança. A movimentação antecipa o clima eleitoral e força a oposição a reorganizar suas peças diante de uma chapa governista que já nasce com a vitrine da máquina estadual e o selo de eficiência da gestão.