Sem confirmar disputa ao Senado, Wilson Lima se pronuncia sobre renúncia: ‘Um plano maior para o AM’

Em vídeo oficial, ex-governador defende "coragem para mudar de ideia" e garante continuidade de programas sob gestão de Roberto Cidade; renúncia conjunta com Tadeu de Souza cumpre rigorosamente o prazo de desincompatibilização
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O ex-governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), utilizou suas redes sociais neste domingo para se manifestar pela primeira vez após o anúncio de sua renúncia ao cargo. Em um pronunciamento em vídeo, Lima buscou explicar a mudança de postura em relação às declarações feitas em março, quando afirmou que concluiria o mandato até 2027.

Wilson defendeu que a decisão de deixar o comando do Executivo estadual — tomada em conjunto com o vice, Tadeu de Souza (Progressistas) — não foi um recuo, mas sim uma estratégia baseada em um propósito mais amplo. “Governar exige coragem para tomar decisões difíceis quando o cenário muda e o interesse do Estado precisa vir em primeiro lugar. Sigo agora para um plano maior”, afirmou Lima, sem, no entanto, confirmar oficialmente se será candidato ao Senado Federal.

No limite do prazo eleitoral

Apesar da cautela em não cravar a candidatura, a saída de Wilson e Tadeu nos últimos minutos do prazo da janela partidária e da desincompatibilização (6 meses antes do pleito) é o movimento jurídico obrigatório para quem pretende concorrer a novos cargos eletivos. A estratégia coordenada assegura que ambos estejam aptos para a disputa de 2026, conforme preceitua a legislação federal.

Continuidade Administrativa

No vídeo, o ex-governador fez um balanço de sua gestão, citando o enfrentamento à pandemia, as crises climáticas e a criação do Auxílio Estadual Permanente. Wilson Lima também fez questão de chancelar o nome de Roberto Cidade (União), atual presidente da Aleam e agora governador interino.

“Tenho o compromisso do Roberto Cidade de que ele vai manter e aprimorar os programas sociais. O Estado estará em boas mãos enquanto a Assembleia Legislativa define os próximos passos”, reforçou.

Com a renúncia da chapa majoritária, a Aleam tem agora até 30 dias para realizar uma eleição indireta, onde apenas os 24 deputados estaduais poderão votar e ser votados para ocupar o mandato “tampão” até o fim de 2026.

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