Aleam aguarda ‘voto de Minerva’ do STF e parecer da PGE para destravar edital de eleição-tampão

Presidente Adjuto Afonso monitora julgamento sobre o Rio de Janeiro que pode definir se escolha do novo governador do Amazonas será feita por deputados ou pelo voto popular
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O futuro político do Amazonas está, neste momento, sob as lentes do Judiciário. A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aguarda duas definições cruciais para publicar o edital que regerá a eleição-tampão do novo governador. O prazo é curto: a sucessão precisa ser definida até o dia 4 de maio.

A primeira resposta deve vir da Procuradoria Geral do Estado (PGE), consultada pelo presidente da Casa, deputado Adjuto Afonso (União), sobre os limites legais do rito. A segunda, e talvez mais impactante, virá do Supremo Tribunal Federal (STF), que julga nesta quarta-feira (8) a modalidade de eleição no Rio de Janeiro.

O Efeito Rio de Janeiro

Embora as realidades políticas sejam distintas, o julgamento no STF sobre o caso fluminense servirá de baliza jurídica para o Amazonas. Até o momento, quatro ministros já votaram a favor de eleições diretas (voto do povo) no Rio. Caso esse entendimento prevaleça e seja estendido a estados em situação de vacância semelhante, a Aleam terá que adaptar seu cronograma para uma votação nas urnas, e não no plenário.

Se o Supremo decidir pela validade das eleições indiretas, o poder de escolha permanece com os 24 deputados estaduais, seguindo o modelo que a Aleam começou a debater internamente nesta semana.

Corrida Contra o Tempo

Adjuto Afonso confirmou que a Casa já iniciou os debates sobre as regras locais. No entanto, o questionamento feito pelo PSD no Rio de Janeiro sobre as leis aprovadas pela Alerj (Assembleia do RJ) ligou o sinal de alerta em Manaus. Para evitar que o edital amazonense seja judicializado e suspenso no meio do processo, a cúpula da Aleam prefere aguardar a “batida de martelo” de Brasília.

Os deputados têm, por lei, 30 dias para organizar o pleito. “Estamos acompanhando para garantir que o rito no Amazonas seja inquestionável do ponto de vista jurídico”, sinalizam os bastidores da presidência.

Carregar Comentários