O protocolo da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) encerrou as atividades às 20h desta quinta-feira (16) com a definição das forças que disputarão o comando do estado no mandato-tampão até janeiro de 2027. O desfecho do prazo trouxe uma surpresa de última hora: o registro da chapa encabeçada por Daniel Fabiano Soares de Araújo (PT), tendo Dayane de Jesus Dias de Araújo como vice.
Com essa movimentação, o pleito indireto, marcado para o dia 4 de maio, contará com cinco frentes distintas que agora buscam convencer os 24 deputados estaduais.
As forças no páreo
A disputa reflete o complexo xadrez político do estado, misturando favoritismo legislativo, influências da prefeitura e dissidências partidárias:
1. Roberto Cidade (União Brasil) e Serafim Corrêa (PSB): Foi a primeira chapa a ser formalizada. Cidade, atual presidente da Aleam, entra na disputa com o peso da máquina legislativa e o apoio simbólico da experiência de Serafim.
2. Cícero Alencar (DC) e Roque Lane (DC): Movimentação estratégica vinculada ao grupo político do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), garantindo representatividade do Executivo municipal no pleito.
3. William Bitar (PSDB) e João Ricardo (PL): Uma composição que une nomes do ninho tucano e da direita liberal, embora enfrente o desafio de não possuir o apoio formal das direções estaduais de seus partidos.
4. Daniel Fabiano (PT) e Dayane de Araújo (PT): A “chapa de última hora” que marca a presença da federação de esquerda no processo.
5. Sérgio Augusto Coelho Bezerra e Audricléa Viana Frota: Candidatura registrada, mas que já nasce sob tensão interna, uma vez que não foi reconhecida oficialmente pelo partido Novo.
A partir de agora, a Comissão Especial da Aleam analisará a documentação e os requisitos de elegibilidade de cada candidato. Se não houver impugnações, os nomes serão homologados para a votação aberta e nominal. O vencedor terá o desafio de gerir o Amazonas em um ano de transição e preparar o terreno para as eleições gerais de 2026.