A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) elegeu, nesta segunda-feira, o deputado Roberto Cidade (União Brasil) para o cargo de governador do Estado. A eleição indireta, modalidade prevista na Constituição estadual para vacância nos dois últimos anos de mandato, foi convocada após a renúncia de Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza em abril.
Iniciada com um atraso de 40 minutos, a sessão contou com quórum completo. Os deputados Sinésio Campos e Joana Darc foram os últimos a registrar presença antes do início dos trabalhos.
O clima esquentou quando representantes da chapa do Partido Novo solicitaram tempo de fala na tribuna para apresentar as suas propostas de governo aos colegas deputados. O pedido, no entanto, foi prontamente negado pelo presidente interino da Casa, Adjunto Afonso.
Afonso justificou a decisão afirmando que o edital da eleição não previa tempo de fala para os candidatos, limitando o rito apenas à votação. A negativa gerou reclamações imediatas dos representantes do Novo, que criticaram a falta de espaço para o debate democrático antes da escolha definitiva.
Em uma votação rápida, aberta e nominal, a chapa encabeçada por Roberto Cidade, que já ocupava o cargo de forma interina, recebeu o apoio unânime dos 24 deputados presentes. Cidade terá como vice-governador o deputado Serafim Corrêa (PSB).
Contestação e Impugnações
Apesar da unanimidade no painel de votação, o pleito não ocorreu sem resistências políticas. Antes do início da votação, a secretária-geral da Mesa Diretora, deputada Alessandra Campelo, leu dois pedidos de impugnação protocolados contra as chapas:
• Partido Novo: Questionou a legalidade do processo e apresentou protestos por meio de seus representantes.
• PT: Também protocolou ato de impugnação, não reconhecendo a conformidade jurídica das candidaturas postas.
Ambas as siglas alegaram irregularidades, mas as candidaturas foram mantidas após aprovação prévia das comissões da Aleam, que entenderam que os pontos levantados não estavam previstos nas regras do edital de convocação.
Roberto Cidade assume o “mandato-tampão” com o desafio de conduzir o estado até o final de 2026. A renúncia de Wilson Lima ocorreu para que ele pudesse cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para disputar as eleições gerais deste ano.