A médica Tatyanne Aguillera, esposa do candidato a deputado estadual Jalser Renier, se manifestou nesta quinta-feira (24) após a prisão do político pela Polícia Federal, em Boa Vista. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que acredita na inocência do marido e classificou a ação como uma “perseguição”.
“Eu creio num Deus fiel, num Deus justo. E qualquer perseguição caia por terra agora”, declarou Tatyanne.
Durante o pronunciamento, a candidata a deputada federal pelo PSDB também afirmou que a campanha de Jalser continuará. Segundo ela, o grupo vinha realizando uma campanha que considera “limpa” e baseada no contato com eleitores.
“Estão tentando nos parar. Só que não vão conseguir. Quanto mais vocês fizerem para parar a gente, mais a gente vai continuar”, afirmou.
Tatyanne questionou ainda o momento da operação, que ocorre dez dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Ela disse não compreender por que a investigação teria avançado neste período e associou a medida a uma suposta perseguição política.
“Por que vieram dez dias antes das eleições, se não é perseguição?”, questionou.
A declaração, no entanto, representa a avaliação da própria candidata. A Polícia Federal informou que a Operação Filargíria investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. Durante o cumprimento das medidas, foram encontrados R$ 19 mil em espécie e planilhas relacionadas à campanha de Jalser, segundo a apuração divulgada nesta quinta-feira.
Apoio em frente à PF
Após a prisão, familiares e apoiadores de Jalser Renier se concentraram em frente à sede da Polícia Federal, em Boa Vista. O grupo levou bandeiras, cantou e manifestou apoio ao candidato.
No vídeo, Tatyanne também afirmou que acredita que o marido deixará a sede da corporação fortalecido.
“E o meu marido vai sair desse lugar mais forte do que ele entrou”, declarou.
Prisão
Jalser Renier foi alvo da Operação Filargíria, que teve como alvo a residência e um escritório ligado ao candidato em Boa Vista. A investigação é um desdobramento de uma apuração iniciada após a apreensão de aproximadamente R$ 305 mil em espécie, em outubro de 2025.
Segundo a apuração mais recente, a Polícia Federal confirmou a prisão em flagrante do candidato. Durante o interrogatório, Jalser optou por permanecer em silêncio. A defesa afirmou que o dinheiro encontrado tem origem lícita e que pretende colaborar com a investigação.
Jalser permanece sob custódia e deverá passar pelos procedimentos judiciais cabíveis.
As investigações continuam para esclarecer a origem e a destinação dos valores e identificar possíveis envolvidos.