Jalser Renier deixa a PAMC às vésperas da eleição e afirma que seguirá em campanha

Candidato a deputado estadual foi solto após decisão judicial baseada, entre outros pontos, na regra eleitoral que restringe a prisão de candidatos nos 15 dias anteriores à eleição, com exceções previstas em lei.
Redação O Poder
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O candidato a deputado estadual Jalser Renier deixou a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Boa Vista, após conseguir uma decisão favorável em habeas corpus. A soltura ocorre a dois dias do primeiro turno das Eleições 2026. A defesa utilizou como um dos fundamentos o artigo 236 do Código Eleitoral. A legislação estabelece que candidatos não podem ser presos ou detidos nos 15 dias que antecedem a eleição e até 48 horas após o encerramento da votação, ressalvadas as hipóteses previstas em lei, especialmente o flagrante delito.

A decisão acontece depois de Jalser ter sido novamente levado à PAMC na quinta-feira (1º), após a Justiça Eleitoral revogar uma decisão anterior que havia permitido sua saída. A nova prisão preventiva ocorreu no contexto das investigações sobre suspeitas de corrupção eleitoral e associação criminosa. Em entrevista exclusiva ao Imediato Roraima, logo após deixar a unidade prisional, Jalser Renier afirmou que considera estar sendo vítima de perseguição. Segundo o candidato, as ações também estariam atingindo sua esposa, sua mãe e outros familiares. Jalser negou as acusações e declarou que pretende continuar normalmente na disputa eleitoral. O candidato afirmou que seguirá em campanha e que pretende chegar às urnas neste domingo, 4 de outubro.

A defesa de Jalser já havia contestado as suspeitas investigadas pela Polícia Federal e afirmado que os valores e documentos apreendidos teriam origem e finalidade lícitas, relacionados à organização financeira da campanha.
A situação ocorre em meio à reta final das eleições, quando a legislação eleitoral estabelece regras específicas para prisões de candidatos.

O objetivo da norma é preservar a participação dos concorrentes e evitar que medidas de prisão interfiram diretamente na disputa eleitoral.
As investigações continuam, e as acusações contra Jalser Renier ainda estão sob apuração judicial. A manifestação do candidato sobre suposta perseguição representa a versão da defesa e do próprio investigado e não constitui conclusão sobre os fatos investigados.

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