Coordenadora da campanha de Lula, petista tem tweets resgatados com ataques a igrejas e evangélicos

Entre as mensagens compartilhadas estão comentários sobre o fechamento de igrejas, críticas a evangélicos e a expectativa de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinasse o bloqueio de plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp
Redação O Poder
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Publicações antigas atribuídas à deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) repercutiram nas redes sociais nesta semana, após a parlamentar ser chamada para reforçar a estratégia de comunicação digital da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026.

Entre as mensagens compartilhadas estão comentários sobre o fechamento de igrejas, críticas a evangélicos e a expectativa de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinasse o bloqueio de plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp.

Em uma das publicações atribuídas à petista, ela teria respondido a uma pesquisa sobre a avaliação do governo Lula com nota sete, afirmando que a gestão ainda não havia fechado as igrejas. Em outra mensagem, teria escrito que esperava que o ministro Alexandre de Moraes bloqueasse redes sociais, pedindo que a medida se tornasse realidade.

Também circulam capturas de tela com frases sobre o fechamento de igrejas e críticas a pessoas que apoiam a direita. Uma das mensagens, supostamente publicada em abril de 2023, ironiza a ausência de medidas como o chamado “kit gay” e o fechamento de templos religiosos.

A repercussão aumentou depois que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou uma das imagens e afirmou que o conteúdo já o havia ajudado a conquistar votos. Outras publicações atribuídas a Ana Elisa também foram divulgadas por perfis ligados à direita.

Deputada contesta parte das publicações
Ana Elisa negou a autoria de parte do conteúdo e afirmou que pretende recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a alegação de que as mensagens divulgadas são falsas. A parlamentar também relatou ter recebido ameaças de morte e violência sexual e desativou sua conta na rede social X.

Segundo informações publicadas pelo BNews, não foi possível confirmar a autenticidade de todas as mensagens apenas com base nas capturas de tela que circulam nas redes sociais. A deputada afirma que pretende buscar responsabilização judicial contra quem compartilha o material que considera falso.

Entrada na campanha de Lula
A repercussão ocorre poucos dias depois de Ana Elisa participar de reuniões com Lula e integrantes da campanha para discutir a comunicação do presidente nas redes sociais. A deputada eleita ganhou projeção durante a campanha eleitoral por sua atuação digital e por vídeos sobre política publicados em plataformas como Instagram e TikTok.

O caso ampliou o debate sobre o histórico de publicações de figuras políticas nas redes sociais e sobre a circulação de conteúdos antigos durante o período eleitoral.

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