Os governos de Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá e Tocantins projetam orçamentos que, somados, ultrapassam R$ 137 bilhões para 2027. Os valores constam das propostas orçamentárias já apresentadas ou das estimativas preliminares divulgadas pelos governos estaduais.
O levantamento compara as Leis Orçamentárias Anuais (LOAs) de 2026 com os Projetos de Lei Orçamentária Anual (PLOAs) de 2027. Entre os estados analisados, Rondônia apresenta previsão de crescimento de 9,62%, enquanto o Amapá projeta aumento de 8,43% em relação ao orçamento de 2026.
Apesar das propostas de ampliação orçamentária na maioria dos estados, o Amazonas apresenta uma previsão de redução nominal das despesas para o próximo exercício. O projeto encaminhado pelo Executivo prevê R$ 37,2 bilhões para 2027, abaixo dos R$ 38,05 bilhões estimados para 2026.
Em Tocantins, a proposta orçamentária de 2027 ainda não havia sido encaminhada à Assembleia Legislativa na posição do levantamento, realizado em 4 de novembro. A Secretaria de Planejamento trabalha com uma estimativa preliminar superior a R$ 21 bilhões.

Comparativo dos orçamentos estaduais
Estado
LOA 2026
PLOA 2027
Variação nominal
Pará (PA)
R$ 53 bilhões
Mais de R$ 55 bilhões
Cerca de +3,8%
Amazonas (AM)
R$ 38,05 bilhões
R$ 37,2 bilhões
Redução prevista
Roraima (RR)
R$ 9,92 bilhões
R$ 10,7 bilhões
Cerca de +7,9%
Rondônia (RO)
R$ 18,65 bilhões
R$ 20,44 bilhões
+9,62%
Amapá (AP)
R$ 12,43 bilhões
R$ 13,47 bilhões
+8,43%
Tocantins (TO)
R$ 19,58 bilhões
Acima de R$ 21 bilhões
Cerca de +7,3%
Os valores de Tocantins para 2027 são estimativas preliminares. No Amazonas, o valor de 2027 corresponde às despesas propostas. As bases de 2026 também variam entre valores aprovados, autorizados inicialmente e estimados.
Rondônia prevê orçamento superior a R$ 20 bilhões
Em Rondônia, o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 prevê receita total de R$ 20.444.795.189. É a primeira vez que a proposta orçamentária estadual ultrapassa a marca de R$ 20 bilhões.
O valor representa crescimento de 9,62% em relação à previsão inicial de R$ 18,65 bilhões para 2026.
Do total projetado para 2027, aproximadamente R$ 14,35 bilhões estão destinados ao Orçamento Fiscal e R$ 6,09 bilhões à Seguridade Social.
O projeto foi encaminhado à Assembleia Legislativa de Rondônia e começou a ser analisado pela Comissão de Finanças em 20 de outubro. A proposta deverá passar pela tramitação legislativa antes da votação definitiva.
Amapá amplia previsão para Educação e Saúde
No Amapá, o orçamento estadual previsto para 2027 é de R$ 13,47 bilhões, contra R$ 12,425 bilhões aprovados para 2026. A diferença representa aumento de aproximadamente R$ 1,05 bilhão, equivalente a 8,43%.
O projeto encaminhado pelo governador Clécio Luís também prevê ampliação dos recursos destinados à Educação e ao Fundo Estadual de Saúde.
Na Educação, a previsão passa de R$ 2,39 bilhões em 2026 para R$ 2,75 bilhões em 2027, aumento de 15,20%.
Já o Fundo Estadual de Saúde passa de R$ 1,72 bilhão para R$ 1,98 bilhão, crescimento de 15,26%.
Área
2026
2027
Variação
Educação
R$ 2,39 bilhões
R$ 2,75 bilhões
+15,20%
Fundo Estadual de Saúde
R$ 1,72 bilhão
R$ 1,98 bilhão
+15,26%
A proposta também prevê redução de recursos para áreas como infraestrutura, transporte e instituições de pesquisa.
O projeto tramita na Assembleia Legislativa do Amapá por meio da Mensagem nº 060/2026-GEA e ainda precisa cumprir as etapas de análise e votação.
Roraima projeta R$ 10,7 bilhões para 2027
Em Roraima, a proposta orçamentária para 2027 prevê R$ 10,7 bilhões em receitas e despesas. O valor representa crescimento de aproximadamente 7,9% em relação aos R$ 9,92 bilhões fixados na LOA de 2026.
Do total previsto, cerca de R$ 9,4 bilhões correspondem a despesas correntes.
O projeto foi encaminhado pelo governador interino Soldado Sampaio à Assembleia Legislativa, por meio do Projeto de Lei nº 115/2026.
A proposta entrou em consulta pública entre os dias 4 e 23 de novembro. A execução do orçamento de 2027 ficará a cargo do governador eleito Arthur Henrique.
Pará prevê mais de R$ 55 bilhões
O Governo do Pará projeta orçamento superior a R$ 55 bilhões para 2027. O valor representa crescimento mínimo de aproximadamente 3,8% em relação aos R$ 53 bilhões previstos para 2026.
O Projeto de Lei Orçamentária foi entregue pela Secretaria de Estado de Planejamento e Administração à Assembleia Legislativa em 30 de setembro.
Antes do encaminhamento, o governo realizou audiência pública virtual em agosto, com participação das 12 Regiões de Integração do estado. A proposta segue em análise pelos deputados estaduais.
Amazonas prevê redução nas despesas
Diferentemente dos demais estados analisados, o Amazonas apresenta uma redução nominal na previsão orçamentária para 2027.
O projeto do Executivo prevê R$ 37,2 bilhões em despesas, enquanto a estimativa utilizada para 2026 é de R$ 38,05 bilhões.
Entre os fatores apontados pelo governo para a redução estão o encerramento de receitas extraordinárias, a regularização de créditos de ICMS e o desempenho da arrecadação estadual em 2026.
O projeto foi encaminhado à Assembleia Legislativa do Amazonas e prevê um orçamento inferior ao do exercício anterior.
Tocantins ainda prepara proposta para 2027
No Tocantins, o orçamento aprovado para 2026 foi de R$ 19,58 bilhões, distribuídos entre R$ 11,97 bilhões do Orçamento Fiscal e R$ 7,61 bilhões da Seguridade Social.
Para 2027, a Secretaria de Planejamento trabalha com uma estimativa preliminar superior a R$ 21 bilhões, o que representaria crescimento mínimo de aproximadamente 7,3%.
Na posição do levantamento, o Projeto de Lei Orçamentária ainda não havia sido encaminhado à Assembleia Legislativa. A previsão do governo era enviar a proposta até 15 de novembro.
A elaboração ocorre durante a transição de governo. A proposta está sendo preparada pela gestão de Wanderlei Barbosa e deverá ser executada pelo governador eleito Vicentinho Júnior.
Propostas ainda podem sofrer alterações
Os valores apresentados correspondem às leis orçamentárias de 2026 e às propostas ou estimativas divulgadas para 2027. Os projetos que ainda estão em tramitação podem receber emendas parlamentares e sofrer alterações antes da aprovação definitiva.
A comparação também exige atenção às bases utilizadas em cada estado, já que alguns números correspondem a orçamentos aprovados, outros a previsões iniciais e outros a estimativas divulgadas pelo Executivo.
Os valores representam previsões de receitas e despesas e não significam, necessariamente, que os recursos já tenham sido empenhados, liquidados ou pagos.