Câmara cogitou acionar polícia após bloqueio financeiro pela prefeitura

Câmara Municipal de Manaus cogita acionar a polícia após bloqueio financeiro imposto pela Prefeitura de Manaus.
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A Câmara Municipal de Manaus (CMM) cogitou recorrer à polícia para investigar o bloqueio financeiro realizado pela Prefeitura de Manaus no sistema do Poder Legislativo Municipal. O presidente da CMM Caio André afirmou que a Câmara de Vereadores irá até as últimas consequências possíveis para apurar os fatos.

“Nós tomaremos as providências cabíveis, jurídicas inclusive, se forem necessárias, se o departamento jurídico entender que houve um crime, má-fé”, disse o político durante coletiva realizada nesta quinta-feira (9).

A equipe de reportagem do site Poder esteve presente na coletiva. Caio André declarou que não seria possível afirmar nada conclusivo durante o evento, visto que a Prefeitura de Manaus havia acabado de emitir uma nota sobre o ocorrido quando a coletiva começou.

“Não tivemos tempo de sentar com nosso jurídico para saber se ainda há alguma possibilidade de ir à polícia. Nesse momento, eu entendo que não, porque iríamos à polícia para investigar o que houve. A prefeitura veio a público informar que bloquearam o setor de finanças da Câmara com a justificativa que foi dada, coisa que não havia a menor necessidade [sic]”, disse.

Durante a coletiva, a CMM exibiu à imprensa um vídeo em que uma funcionária da Diretoria Financeira da Casa Legislativa informou como ocorreu o contexto do bloqueio financeiro.

No vídeo exibido, a funcionária falou: “a prefeitura está bloqueando nossos créditos disponíveis por meio do sistema deles. Não houve aviso”. Ela declarou, ainda, que o bloqueio impediu que os funcionários da CMM pudesse realizar procedimentos financeiros durante um período de tempo.

Caio André afirmou que a diretoria financeira da Casa emitirá uma nota técnica que explicará os pormenores dos problemas gerados pelo bloqueio. “Isso é inédito. Nunca aconteceu na história desse parlamento, o sistema financeiro do poder legislativo ser bloqueado pelo ente executivo”, disse.

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