Em meio ao cenário eleitoral, a gestão do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) se vê diante da possibilidade de enfrentar pelo menos três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Câmara Municipal de Manaus (CMM). A primeira, da Semcom, será instalada na Casa na próxima segunda-feira (22), como anunciado pelo presidente da CMM, vereador Caio André (União), nesta terça-feira (16).
A CPI da Semcom tem como objetivo investigar as circunstâncias em torno da entrega de uma sacola de dinheiro nas dependências da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), na gestão de Israel Conte. O montante foi entregue a um funcionário de um portal de notícias, sendo toda a situação gravada em vídeo.
Além disso, outra CPI que pode ser instaurada é a do “Lixo”, proposta por Rodrigo Guedes, do PP, após as operações Entulho e Dente de Marfim da Polícia Federal e Receita Federal, que investigam sonegação fiscal de mais de R$ 100 milhões em tributos federais e suspeitas de pagamentos indevidos a agentes públicos e empresas prestadoras de serviço à Semulsp, comandada por Sabá Reis.
Recentemente, o embate entre o deputado federal Amom (Cidadania) e Sabbá Reis trouxe novo fôlego para a possível instauração da CPI do “Lixo”. A controvérsia teve início quando Amom, em uma ação voluntária, retirou toneladas de resíduos dos igarapés de Manaus, sendo impedido de descartá-los no Aterro Sanitário.
Para que a CPI seja aberta, é necessário o apoio de no mínimo 14 vereadores, sendo que até o momento três já assinaram o requerimento.
Por último, há a CPI da Educação, proposta também por Rodrigo Guedes, que busca investigar a Secretaria Municipal de Educação (Semed), já contando com 10 assinaturas.
Esta CPI visa apurar denúncias relacionadas ao aluguel de prédios, cronograma de reformas em unidades existentes, progressões funcionais, entrega de novas escolas à população de Manaus entre 2021 e 2024, investimentos em educação especial, e fornecimento de merenda escolar e educação alimentar dos alunos.
Segundo Rodrigo Guedes, a criação da comissão atende a um clamor dos profissionais da Educação, que buscam esclarecimentos da Semed sobre possíveis irregularidades, assim como o reajuste inflacionário e o pagamento do Fundeb.