O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o pedido de habeas corpus que visava permitir o retorno de Wanderlei Barbosa para o cargo de governador no Tocantins. A decisão mantém a medida adotada, que afastou Barbosa por 180 dias no âmbito da Operação Fames-19.
A operação, conduzida pela Polícia Federal, investiga supostas irregularidades na aquisição de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. As investigações apuram fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e mais.
Segundo a PF, parte dos valores desviados teria sido destinada à construção de uma pousada de luxo no distrito de Taquaruçu, e também são apurados pagamentos intermediados pelo ex-marido da primeira-dama.
Habeas corpus de Wanderlei Barbosa negado
O ministro Edson Fachin, ao analisar o habeas corpus, considerou que não foram apresentadas provas suficientes que justificassem a medida, impedindo que o mérito fosse examinado neste momento.
A primeira-dama, Karynne Sotero Campos, também teve o afastamento determinado pela Justiça e afirmou que tomará medidas para demonstrar que não participou dos atos investigados.
Wanderlei Barbosa, por sua vez, classificou a decisão como prematura, destacando que os fatos em apuração ocorreram antes de sua gestão como governador. A defesa do governador reiterou que não comenta processos sob segredo de justiça, mas assegurou que recorrerá às medidas legais cabíveis.
O ex-governador Mauro Carlesse, cujo governo anterior está sendo investigado, afirmou não ter qualquer envolvimento nos fatos apurados.
A Operação Fames-19 mobilizou mais de 200 policiais federais e cumpriu 51 mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo Tocantins, Paraíba, Maranhão e Distrito Federal.