Bolsonaro é diagnosticado com câncer de pele, diz médico

Ex-presidente Bolsonaro é diagnosticado com câncer de pele em estágio inicial após ser internado por quadro de desidratação.
Redação O Poder
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Após ser internado por uma crise de soluço e queda de pressão, o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou melhora no quadro clínico e recebeu alta nesta quarta-feira, segundo o último boletim médico. Apesar da alta, Bolsonaro foi diagnosticado com câncer de pele em estágio inicial, segundo o médico Claudio Birolini, chefe da equipe cirúrgica que acompanha o ex-chefe de Estado.

Bolsonaro tem “carcinoma de células escamosas, que não é nem o mais bonzinho, nem o mais agressivo, é intermediário, mas que ainda assim é um tipo de câncer de pele que pode ter consequências mais sérias”, disse Birolini a repórteres.

Bolsonaro deu entrada nessa terça-feira com um quadro de desidratação. O ex-presidente, que foi condenado na semana passada a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, chegou ao hospital com a frequência cardíaca elevada e a pressão arterial baixa.

O diagnóstico de câncer está relacionado aos exames que ele realizou no último domingo. “Das sete lesões, duas foram positivas” para carcinoma, disse Birolini. As lesões foram removidas.

Histórico de problemas

O ex-presidente tem relatado problemas de saúde frequentes nos últimos meses, como soluços crônicos e vômitos, que os médicos atribuem em parte à facada que ele sofreu no abdômen durante a campanha eleitoral de 2018.

Na semana passada, Bolsonaro foi considerado culpado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de liderar uma organização criminosa para se manter no poder após as eleições de 2022. Seus advogados alegaram problemas de saúde para justificar sua ausência nas sessões finais do julgamento. No domingo, ele já havia passado por uma pequena cirurgia programada para tratar lesões na pele, quando foi diagnosticado com anemia.

Nova condenação

Além de ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão envolvendo o caso da trama golpista, Bolsonaro foi condenado nesta terça-feira pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) por “declarações públicas de preconceito, discriminação e intolerância contra pessoas negras”.

O tribunal analisou uma ação civil pública ajuizada pela Defensoria Pública da União (DPU) e Ministério Público Federal (MPF) em julho de 2021 após Bolsonaro fazer comentários associando o cabelo “black power” de um apoiador negro à sujeira.

*Com informações de Estadão Conteúdo e AFP

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