Um escândalo abalou o Legislativo de Ji-Paraná (RO) na noite da última sexta-feira (10). O vereador Wilian Cândido (Republicanos) foi preso em flagrante acusado de ato obsceno e importunação sexual, após ser denunciado por uma moradora da Rua Goiânia, que afirmou ter flagrado o parlamentar se masturbando e fazendo gestos obscenos em frente à sua residência.
Segundo a Polícia Militar, o vereador foi detido nas proximidades e encaminhado à Unisp de Ji-Paraná, onde foi autuado pelos dois crimes. O caso está sob análise do Ministério Público de Rondônia (MP-RO).
Com a repercussão do caso, a Câmara Municipal de Ji-Paraná divulgou uma nota de repúdio contra a conduta do parlamentar. No texto, o Legislativo afirma que “não compactua com a atuação de qualquer membro que desonre a instituição e atente contra a sociedade”, e reforça o compromisso com a ética, a moralidade e o respeito aos cidadãos ji-paranaenses.
A Casa Legislativa também garantiu que acompanhará o andamento das investigações e adotará medidas cabíveis conforme o regimento interno.
Após a publicação da nota, Wilian Cândido protocolou um pedido de licença de 90 dias para tratar de assuntos pessoais. No documento, ele justificou a necessidade de se afastar “para se dedicar à defesa e questões pessoais inadiáveis”, alegando que o episódio o impede de exercer o cargo “com serenidade e dedicação”.
O caso gerou forte repercussão entre os moradores e colegas de partido, especialmente pelo fato de o vereador ser ligado a uma igreja evangélica e defensor de pautas religiosas no plenário.
