Com a aproximação da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o debate global sobre as respostas à crise climática se intensifica.
O presidente da conferência, embaixador André Corrêa do Lago, afirmou que a adaptação climática deve ser uma das principais prioridades do encontro, marcando uma mudança de foco nas negociações internacionais.
Segundo ele, os efeitos das mudanças climáticas já são visíveis e afetam diretamente a vida das pessoas, especialmente nas regiões mais vulneráveis.
“Com a aceleração da mudança do clima, você precisa de adaptação enormemente e a população do mundo está muito mais sensível aos esforços de adaptação porque atinge a vida das pessoas”, destacou.
O Brasil também busca mobilizar cerca de US$ 10 bilhões em investimentos internacionais para o Fundo Tropical das Florestas (TFFF), voltado à proteção das florestas tropicais e à promoção de soluções sustentáveis.
A expectativa é de que a COP30 reforce o papel das nações em desenvolvimento como protagonistas na agenda climática global.

Enquanto isso, a União Europeia (UE) enfrenta um impasse interno para definir sua nova meta climática de médio prazo. O bloco realiza negociações de última hora para anunciar o compromisso antes do início da conferência em Belém, a fim de não chegar “de mãos vazias”.
Apesar de possuir uma das legislações ambientais mais ambiciosas do mundo, a UE ainda não conseguiu fechar uma meta para 2040, diante da resistência de setores industriais e de governos preocupados com os custos da transição energética.
O responsável pela política climática da UE, Wopke Hoekstra reconheceu que o cenário geopolítico “raramente foi mais complexo”.
*Com informações de Agência Brasil