A sessão desta terça-feira (18) na Câmara Municipal de Manaus (CMM) foi marcada por tensão após um embate verbal entre os vereadores Rodrigo Guedes (PP) e Gilmar Nascimento (Avante). A discussão começou quando Zé Ricardo (PT) concedeu parte do seu tempo de fala para Guedes e Amauri Gomes (UB). Durante sua manifestação, Guedes comparou o processo de votação da Reforma da Previdência e classificou o ambiente da Casa como um “chiqueiro”.
Ao relatar o que chamou de uma “articulação obscura” para acelerar a tramitação da reforma no sistema da CMM, Guedes afirmou que a pauta “surgiu no sistema às 8h45” e que, a partir daí, “começou a podridão e o jogo sujo”. O vereador disse sentir vergonha do resultado final e da aprovação do retorno das sessões híbridas. “É uma imoralidade sem precedentes e isso aqui, ao meu ver, é um chiqueiro”, declarou.
A fala provocou imediata resposta de Gilmar Nascimento, que falou por vários minutos e citou o Regimento Interno, artigo 105, inciso 7, que proíbe ofensas à instituição ou aos parlamentares. “Chiqueiro é lugar de porco. Eu não sou porco”, afirmou Gilmar, exigindo que o termo fosse retirado dos registros oficiais. Ele também disse que, se realmente acreditasse que a Câmara fosse um local degradado, não exerceriam mandato ali.
Defesa das sessões virtuais e da reforma
Durante sua fala, Gilmar saiu em defesa do projeto que regulamenta sessões híbridas e remotas, apontando que legislativos de diversas capitais e até o Congresso Nacional já utilizam o modelo.
“Não estamos inventando nada. Estamos apenas regulamentando o que já está previsto no Regimento. É acompanhar a evolução”, declarou. E aproveitou o tempo de fala para reiterar o seu apoio à reforma previdenciária aprovada, afirmando que a atualização segue exigências legais e evita sanções ao município, como perda de convênios e restrições em operações de crédito.