A ativista indígena Ysani fez duras críticas à ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, durante uma das palestras realizadas na COP30, em Belém. Em vídeo publicado nas redes sociais, Ysani afirmou que o Ministério dos Povos Indígenas “é uma fachada” e acusou a ministra de não representar as comunidades tradicionais.
Durante o relato, Ysani declarou que o órgão “não tem feito nada em prol do povo indígena” e classificou o ministério como uma estrutura meramente simbólica, criada para “enganar o povo brasileiro”.
A ativista também fez acusações pessoais à ministra, afirmando, que familiares de Guajajara receberiam valores incompatíveis com a função pública. Segundo Ysani, a mãe da ministra receberia “R$ 1 milhão por mês”, declaração que não foi acompanhada de documentos ou detalhes adicionais.
“Esse ministério não está fazendo nada em prol do povo indígena. A Sônia Guajajara não representa o nosso povo, representa ONGs e partidos políticos”, disse Ysani no vídeo. Em tom contundente, ela ainda responsabilizou a ministra por “assaltar o povo brasileiro”.
Até o momento, a equipe de Sônia Guajajara e o Ministério dos Povos Indígenas não se manifestaram sobre as acusações. Não há, até agora, confirmação documental ou oficial sobre os valores mencionados ou sobre as alegações apresentadas pela ativista.
O episódio ocorre em meio à programação da COP30, que tem recebido manifestações e críticas diversas de lideranças indígenas sobre políticas públicas e a atuação do governo federal no tema.
Leia mais: Alto escalão da ONU cobra providências imediatas do governo Lula após falhas na COP 30