Servidor do TJAM investigado na Operação Erga Omnes teria recebido R$ 210 mil, aponta relatório

A suspeita é de que os repasses estejam relacionados ao acesso a processos que tramitavam sob segredo de Justiça
Redação O Poder
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Após a prisão no âmbito da Operação Erga Omnes, novos detalhes da investigação revelam a dimensão financeira do caso envolvendo um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

De acordo com relatório da Polícia Civil do Amazonas, o servidor Izaldir Moreno Barros teria recebido aproximadamente R$ 210 mil entre 2019 e 2020. Os valores, segundo a apuração, constam em Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf e teriam sido transferidos por Adriana Almeida Lima, advogada que atua na defesa de Allan Kleber Bezerra Lima, apontado como liderança do grupo investigado.

A suspeita é de que os repasses estejam relacionados ao acesso a processos que tramitavam sob segredo de Justiça. Conforme o relatório policial, o servidor teria sido cooptado para atuar como intermediário na obtenção de informações sigilosas vinculadas a investigações criminais.

Os investigadores destacam que não há, até o momento, descrição formal da finalidade das transferências, mas o contexto das apurações levanta a hipótese de pagamento por facilitação de dados protegidos por sigilo funcional.

A Operação Erga Omnes apura crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Também é investigada a possível participação de outros agentes públicos.

TJAM se manifesta

Em nota, a Presidência do Tribunal de Justiça do Amazonas informou que já adotou medidas administrativas internas em relação ao servidor e reafirmou o compromisso da instituição com a legalidade e a integridade do Poder Judiciário.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e ainda não há decisão judicial definitiva sobre eventual responsabilidade penal.

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