O tabuleiro político do Amazonas foi o tema central da entrevista exclusiva do Coronel Rosses (PL) ao portal O Poder nesta quinta-feira (19). O pré-candidato analisou a movimentação de parlamentares que reforçaram as fileiras do PSD, partido do senador Omar Aziz, classificando a mudança como uma estratégia de sobrevivência focada na estrutura do Governo Federal.
“Busca por melhor sombra”
Questionado sobre a concentração de poder no PSD, o coronel foi enfático ao classificar as motivações dos parlamentares como estritamente pessoais e pragmáticas.
“Eles querem o melhor abrigo, onde tiver a melhor sombra. O PSD está na base do governo federal, o senador Omar é da base do presidente Lula. Para efeito de verba partidária e estrutura, eles terão um amparo muito melhor”, afirmou.
Rosses ainda marcou território ideológico, afirmando que a direita não oferece espaço para quem possui ligações com a atual gestão estadual ou com o campo progressista.
“Na direita hoje não há espaço para qualquer partido que esteja ligado ao Wilson Lima ou à esquerda, que fizeram mal para Manaus e para o Amazonas”, disparou.
O desafio de substituir Alberto Neto
Herdeiro político da pauta de segurança pública no PL, Rosses revelou que sua missão foi um pedido direto do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado federal Capitão Alberto Neto, que deve disputar o Senado.
“Aceitei o desafio em julho do ano passado. Substituir o Alberto Neto é uma missão difícil, ele é um parlamentar exemplar. Percebi que em Brasília podemos ajudar muito a segurança pública, que hoje gera temor na população, especialmente na periferia”, explicou o coronel.
Segurança Pública
O pré-candidato apresentou um diagnóstico sombrio sobre o atual cenário do Estado. Segundo Rosses, o narcotráfico hoje detém hegemonia nas calhas de rios e domínio em mais de 40% dos municípios amazonenses. Para ele, os últimos oito anos foram marcados pelo retrocesso.
“Vemos uma Polícia Militar que está totalmente destruída. O efetivo não tem motivação. Direitos básicos como data-base, reajuste salarial e até fardamento não são entregues. O policial se sente desmotivado”, denunciou.
A reportagem solicitou posicionamento da PMAM sobre a alegação do vereador e aguarda contato.
Rompimento com David Almeida
Rosses aproveitou para relembrar sua atuação na Guarda Municipal, mencionando que acordos firmados com o prefeito David Almeida (Avante) não teriam sido integralmente honrados. Ao portal, ele desabafou: “Sempre fomos pleiteados com um posicionamento do prefeito que nunca cumpre com seus acordos”.
Confira entrevista na íntegra: