Estela Aranha libera processo de Edilson Damião e Antonio Denarium para julgamento no TSE

Presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, já pode pautar ação que discute a cassação da chapa; tese de Nunes Marques sobre "fatiamento" da inelegibilidade gera polêmica no meio jurídico
Redação O Poder
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A ministra Estela Aranha disponibilizou para julgamento, nesta quarta-feira (22), o processo envolvendo o governador de Roraima, Edilson Damião (União), e o ex-governador Antonio Denarium (Republicanos). Com a devolução do processo após pedido de vista em 14 de abril, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, tem o caminho livre para pautar o desfecho da ação a qualquer momento.

O caso ganhou novos contornos após o voto do ministro Kassio Nunes Marques. O magistrado sugeriu uma tese controversa: manter a inelegibilidade de Denarium, mas preservar Edilson Damião no cargo. Nunes justificou que Damião não integrava o governo no momento dos crimes eleitorais e que sua cassação provocaria instabilidade política no Estado.

Entretanto, a tese enfrenta forte resistência técnica. Juristas e críticos apontam que Damião era secretário de Infraestrutura desde dezembro de 2018, deixando o cargo apenas para concorrer como vice em 2022. Além disso, a Lei Eleitoral prevê a “indivisibilidade da chapa” em cargos majoritários (prefeito, governador e presidente), o que significa que o registro é único e a cassação de um membro deve afetar a chapa integralmente. Caso o TSE siga o entendimento de Nunes Marques, poderá criar uma nova jurisprudência com potencial de flexibilizar as regras da Justiça Eleitoral brasileira.

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