Após busca da PF, coronel Vinícius reage: “Na minha vida inteira eu não cometi crime, não seria agora”

Ex-secretário de Segurança Pública e candidato a deputado estadual afirmou que deixou o cargo em março e negou ter cometido irregularidades; investigação apura possível uso da estrutura da SSP-AM em campanha
Redação O Poder
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O ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas e candidato a deputado estadual, coronel Marcus Vinícius Oliveira de Almeida, se manifestou nesta quinta-feira (1º) após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM) e em endereço ligado a ele, em Manaus.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Vinícius afirmou que a medida determinada pela Justiça Eleitoral não está relacionada a uma investigação criminal e disse confiar no andamento do processo. Segundo ele, a operação ocorreu no âmbito eleitoral e será esclarecida durante a apuração.

“Primeiro, essa operação é uma operação da Justiça Eleitoral, não é da Justiça Criminal”, declarou.

O coronel também afirmou que deixou a Secretaria de Segurança Pública em março deste ano para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Ele destacou ainda os 32 anos de serviço público e disse nunca ter sido acusado de crime.

“Eu tenho 32 anos de serviço público e nunca fui acusado de nada, nunca fui acusado de nenhum crime”, afirmou.

Investigação

A operação realizada nesta quinta-feira (1º) ocorre a três dias do primeiro turno das Eleições 2026. As diligências atingiram a sede da SSP-AM e endereços relacionados ao ex-secretário.

A investigação apura a possibilidade de utilização de servidores, veículos e outros recursos da estrutura da Segurança Pública do Amazonas em benefício de campanha eleitoral. Informações divulgadas durante a manhã apontaram inicialmente números diferentes de mandados, mas as informações mais recentes indicam o cumprimento de quatro ordens judiciais.

O Ministério Público do Amazonas esclareceu que as medidas foram requeridas pelo Ministério Público Federal após o encaminhamento de informações por setores do próprio MPAM. O órgão estadual informou que sua participação se limitou ao apoio na execução das medidas, conforme as regras do Conselho Nacional do Ministério Público.

Vinícius diz confiar na Justiça

Na manifestação, o candidato também elogiou a atuação dos agentes federais durante o cumprimento das ordens judiciais e afirmou acreditar na Justiça Eleitoral.

“Eu quero parabenizar a atuação cortês da Polícia Federal e dizer que eu acredito muito na Justiça Eleitoral. E lá nós provaremos que nada estamos fazendo de errado, porque verdadeiramente não estamos”, declarou.

O ex-secretário também afirmou que a operação não deverá interromper sua campanha e disse que continuará trabalhando nos últimos dias antes da votação.

“Se estão batendo é porque a gente está crescendo e eu vou continuar trabalhando. Não é isso que vai parar, muito pelo contrário, esse tipo de ação nos motiva”, afirmou.

Ao final do vídeo, Vinícius pediu votos e voltou a negar qualquer irregularidade.

“Na minha vida inteira eu não cometi crime, não seria agora”, declarou.

Até o momento, a investigação segue em andamento e as diligências realizadas nesta quinta-feira integram uma apuração de natureza eleitoral. O conteúdo dos materiais recolhidos e eventuais desdobramentos do procedimento deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis pelo caso.

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