TRE-RR anula segunda prisão de Jalser Renier e mantém ex-deputado em liberdade

Tribunal Eleitoral apontou que a prisão preventiva ocorreu durante o período de proteção eleitoral e identificou falhas no procedimento que levou à medida. Investigação sobre suspeitas de crimes eleitorais
Redação O Poder
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O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) considerou ilegal a segunda prisão preventiva de Jalser Renier, candidato a deputado estadual pelo PSDB nas eleições de 2026, e manteve a decisão que garante a liberdade dele. O julgamento foi formalizado na sexta-feira (16).

A decisão foi tomada durante a análise de um habeas corpus relatado pelo juiz Fernando Pinheiro dos Santos. O magistrado entendeu que a nova prisão, realizada em 1º de outubro, ocorreu durante o período de proteção eleitoral, quando a legislação restringe a prisão de candidatos, exceto em situações previstas em lei.

Outro ponto destacado pelo relator foi a falta de oportunidade para a defesa se manifestar antes da decisão que determinou a prisão preventiva. Segundo o entendimento apresentado, a ausência dessa etapa comprometeu o direito de defesa.

Entenda o caso
Jalser Renier foi preso em flagrante em 24 de setembro, durante uma investigação da Polícia Federal. Na ocasião, foram apreendidos dinheiro, celulares e documentos com registros financeiros relacionados à campanha eleitoral.

Após passar por audiência de custódia, ele recebeu liberdade provisória mediante pagamento de fiança de R$ 20 mil e cumprimento de medidas cautelares. Naquele momento, a Justiça Eleitoral havia negado o pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).

Posteriormente, após recurso do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva. Jalser foi preso novamente em 1º de outubro, mas conseguiu uma decisão liminar favorável à soltura no dia seguinte.

Investigação continua
A segunda prisão ocorreu durante a Operação Lemming, da Polícia Federal, que apura suspeitas de compra de votos e associação criminosa nas eleições de 2026.

De acordo com as investigações, o suposto esquema envolveria mais de 12 mil eleitores e teria previsão de movimentar cerca de R$ 4 milhões. As suspeitas ainda são objeto de apuração.
Com a decisão do TRE-RR, Jalser Renier permanece em liberdade, sujeito às medidas cautelares anteriormente estabelecidas. A decisão sobre a prisão não encerra a investigação eleitoral.

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