MANAUS | AM
O abandono do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), a correligionários que concorreram às eleições gerais de 2022, no Amazonas, teria sido o motivo da divisão da base governista na Câmara Municipal de Manaus (CMM), que aconteceu após o pleito eleitoral. É o que disse o vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) em entrevista ao ‘Boa Noite, Amazônia’, na TV Onda Digital, nesta quinta-feira (5).
Segundo Guedes, integrante do grupo independente de vereadores na Casa – aliança esta agora também composta por parlamentares antes governistas -, parte da base de David ficou insatisfeita quando o mandatário deu preferência à eleição do próprio irmão e deputado estadual eleito, Daniel Almeida (Avante), e deixou a desejar no apoio a aliados que concorreram aos cargos proporcionais.
“Depois da eleição eles [vereadores da base] se sentiram desprestigiados quando viram que o resultado não foi como eles gostariam. Praticamente nenhum vereador conseguiu se eleger, eles se sentiram muito desprestigiados. São as coisas que a gente ouve no plenário, nas conversas (…) eles alegam que o prefeito priorizou a eleição do irmão em detrimento à base dele; que não ajudou os demais candidatos aos demais cargos; que não estão sendo atendidos nas demandas”, explicou o vereador.
As divergências internas na base do prefeito na CMM começaram a ficar explícitas quando o então líder do mandatário na Casa, Marcelo Serafim, e o líder do Avante, Lissandro Breval, renunciaram às funções.
Com a eleição da nova Mesa Diretora, o enfraquecimento de David Almeida no parlamento municipal foi provado com a vitória por 22 votos do vereador Caio André (PSC), candidato do grupo independente, à presidência da Câmara, contra 19 votos do vereador Elan Alencar (Pros), candidato do prefeito.
“O fato é que a base decidiu demonstrar a sua insatisfação na própria eleição da presidência, que eles derrotaram o prefeito, que apesar de ter negado, apoiou o Elan e disse que não apoiou ninguém” afirmou Guedes.
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