MANAUS | AM
O deputado federal mais votado proporcionalmente no Brasil nas eleições 2022, Amom Mandel (Cidadania-AM) classificou como um “mero palanque político” a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Câmara e do Senado, que investiga os ataques golpistas contra as sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro deste ano, em Brasília. O político foi um dos membros da bancada do Amazonas no Congresso Nacional que não assinou o documento que pede a instalação da medida.
“Vejo a CPMI como mero palanque político, uma vez que procedimentos para a investigação já foram feitos pela Polícia Federal e não foi apresentado nenhum indício de comprometimento da capacidade investigativa dos policiais federais nesse caso”, disse Amom Mandel, em nota ao site O PODER, por meio da assessoria de comunicação.
Além de Amom, outros 7 parlamentares do Amazonas não assinaram a CPMI: os senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD), e os deputados Adail Filho (Republicanos), Amom Mandel (Cidadania), Átila Lins (PSD), Sidney Leite (PSD), Silas Câmara (Republicanos) e Saullo Vianna (União Brasil).
Até o momento, são 184 assinaturas na Câmara e mais de 30 no Senado já recolhidas para instalação da comissão. O regimento do Congresso prevê que, quando uma CPMI é requerida por 1/3 das Casas, tem instauração automática. A expectativa é que o texto seja colocado em pauta ainda esta semana.
Entenda
No dia 8 de janeiro, manifestantes de extrema direita vestidos de verde e amarelo invadiram as sedes dos Três Poderes, no Congresso Nacional, após romperem barreiras de proteção da Força Nacional e do Distrito Federal. Bens públicos e históricos foram vandalizados e chegaram a ser destruídos pelos extremistas. A estátua “A Justiça”, feita por Alfredo Ceschiatti, em 1961, foi pinchada pelos radicais. A porta do gabinete do ministro Alexandre de Moraes também foi alvo dos atos.
Ao todo, 1.398 pessoas foram presas acusadas de liderarem e financiaram os ataques. Quase dois meses depois, 916 seguem detidos em penitenciárias do Distrito Federal.
Foto: Saulo Menão/Cidadania