Lula reserva 2,1 bilhões para pagamento de emendas com interesses da aprovação de reforma tributária

Governo reserva recorde de emendas para garantir aprovação da reforma tributária na Câmara, enfrentando críticas sobre os impactos da medida.
Redação O Poder
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

PAÍS

Para aprovar ainda nesta quinta-feira (6), a emenda constitucional da reforma tributária, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandou seus ministros reservarem e pagarem emendas ao Orçamento para deputados em volume recorde. O projeto é controverso com muitas instituições em dúvida sobre se os efeitos serão positivos e se, de fato, reduzirão o volume de impostos arrecadados no país, como promete o governo.

No dia anterior, na quarta-feira (5), tornou-se público que Lula havia reservado R$ 2,1 bilhões para emendas ao Orçamento. Foi uma cifra recorde para um único dia no governo petista. Os dados mais atualizados serão conhecidos por volta de 12h desta quinta-feira (6). A depender do volume, o Planalto pode ter assegurado os 308 votos para aprovar a reforma tributária. A Câmara tem 513 deputados e é preciso o apoio de 308 deputados com votação a favor.

No plenário da Câmara houve um requerimento que pedia a retirada de pauta, e o governo ganhou com um placar apertado, com 302 votos. Para vencer hoje, o governo necessita de apoio do chamado Centrão, o grupo de partidos sem coloração ideológica clara e que sempre tende a apoiar o presidente de turno. Mas os deputados do Centrão em sua maioria são movidos a fisiologia: dinheiro de emendas ao Orçamento e cargos.

Os partidos mais beneficiados, o PP, do presidente da Câmara, Arthur Lira, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, deram 38 votos para não retirar a tributária da pauta –32 do PP e apenas 6 do PL.

Foto divulgação

Com informações Poder 360

 

Carregar Comentários