A quatro meses para o fim do ano, o aterro sanitário de Manaus ainda não possui destino certo. As atividades do aterro na rodovia estadual AM-010 devem ser encerradas até o final deste ano de 2023.
Na semana passada, a Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas estipulou o prazo de 45 dias corridos, sob pena de multa, para que a Prefeitura de Manaus iniciasse o plano de implementação do novo aterro sanitário da capital; a devida migração da operação do atual “lixão” da cidade; e o Plano de Recuperação da Área Degradada, onde atualmente funciona o aterro sanitário dos resíduos sólidos.
Nesta segunda-feira (21), durante a sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Lissandro Breval (Avante) solicitou uma reunião emergencial com a prefeitura e o Ministério Público para acompanhar e saber a real situação de transferência do aterro sanitário.
“A pergunta que fica é aonde a cidade de Manaus vai destinar o seu lixo? Quais são as ações da prefeitura, a partir do momento que foi notificada da decisão, vai tomar?”, indagou.
De acordo com o parlamentar, a informação da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) dando conta que o atual “lixão” teria mais 10 anos não é verídica.
“Nós não temos outra opção de lixão, não temos uma construção tão específica com todos os requisitos que precisam para esta função e a gente está muito preocupado. O prazo para o encerramento das atividades do atual aterro sanitário é agora em dezembro e a gente tem um lixão aí que há anos está com contrato precário, recebendo o lixo de toda a cidade.”, enfatizou.
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