O vereador Rodrigo Guedes (PP) propôs a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os empréstimos contraídos pela Prefeitura de Manaus nos últimos anos. Segundo ele, a gestão municipal já obteve cerca de R$ 2 bilhões em financiamentos, mas não há transparência sobre a aplicação dos recursos.
Guedes informou que aguarda o envio de um novo pedido de empréstimo da prefeitura, estimado entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões, para ser analisado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM). No entanto, ele afirmou que a ausência de prestação de contas sobre os valores já captados torna necessário um aprofundamento sobre o tema.
“Já apresentei um requerimento para termos uma prestação de contas dos empréstimos passados, mas ele não foi aprovado. Agora, estou apresentando o pedido para a criação da CPI dos empréstimos, que precisa de 14 assinaturas para ser instalada”, declarou o vereador.
O parlamentar questionou se os valores foram investidos em infraestrutura, especialmente em drenagem, uma vez que alagamentos continuam atingindo a cidade a cada chuva forte. Ele também mencionou obras prometidas pela gestão municipal que não foram executadas, como viadutos em importantes vias de Manaus.
viagem ao caribe e relação com fornecedores
Rodrigo Guedes também criticou a viagem do prefeito David Almeida (Avante) ao Caribe durante o período de fortes chuvas na cidade. Segundo ele, a ausência do chefe do Executivo em meio à crise gerou indignação na população.
“Não se trata de um questionamento sobre ele viajar ou não, mas sim da relação público-privada. Ele viajou com quatro fornecedores da prefeitura, incluindo uma construtora, uma empresa de lixo e uma gráfica que fornece livros para a rede pública municipal”, afirmou Guedes.
O vereador disse ainda que apresentou um requerimento cobrando explicações sobre a viagem e os gastos envolvidos, mas teme que o pedido não seja votado devido a estratégias da base governista para impedir o debate na CMM.
“Os vereadores da base estão se revezando para falar de outros assuntos e ganhar tempo, impedindo que o tema seja discutido. Parece uma estratégia para que o requerimento não seja votado e a população não tenha respostas”, concluiu.
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